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14/11/2019 - 06:20

Neinha oficializa saída da Comissão de Saúde da Câmara

Feira de Santana
Neinha oficializa saída da Comissão de Saúde da Câmara
No uso da tribuna, na sessão ordinária desta quarta-feira (13), na Casa da Cidadania, a vereadora Neinha Bastos (PDT) entregou um ofício à Presidência da Câmara informando seu desligamento da Comissão de Saúde da Câmara, da qual é membro. Aproveitando o tempo, a edil criticou a Medida Provisória nº 905, que visa extinguir o assistente social do INSS.
 
“Trouxe um documento que informa minha saída da Comissão de Saúde da Câmara. Li hoje pela manhã uma matéria intitulada “Fila da Morte é ignorada pela Comissão de Saúde da Câmara de Vereadores”, onde afirma que o vereador Zé Curuca (presidente da Comissão), só se preocupa com Humildes e que o vereador Luiz da Feira (vice-presidente da Comissão) só se preocupa com os problemas dos camelôs. Eu não vou pegar meu nome, com o conhecimento que tenho da saúde, e não fazer uma inspeção”, anunciou Neinha.
 
E continuou. “Qual a função da Comissão de Saúde? Identificar o problema, fiscalizar, apresentar relatório e denunciar. Vida é uma só. Estou aqui me desligando da Comissão porque sei o que é saúde e tenho responsabilidade sobre o assunto. Não posso ficar focada em um problema só. Eu não serei omissa à saúde nunca, porque sei a importância que ela tem para a vida de cada pessoa”, pontuou.
 
Em aparte, o vereador Luiz Augusto de Jesus, Lulinha (DEM), pediu que Neinha não saia da Comissão. “A Comissão precisa de três componentes e a saída precisa ser acordada entre eles e ter um substituto”, disse. O líder do Governo na Casa, vereador Marcos Lima (Patriota) seguiu a mesma linha. “Sabemos do compromisso que a vereadora tem com a saúde e com a cidade. Então, peço que reveja essa situação e não deixe a Comissão. A cidade perderá muito com isso”, pediu.
 
De volta com a palavra, a vereadora afirmou que não pode ver amigos perdendo suas vidas na “fila da morte”. “Não vi nenhuma ação da Comissão em relação à fila da morte. Coloquem outra pessoa em meu lugar e vira a página”, disse.
 
INSS
Ainda no uso da tribuna, a edil repercutiu a Medida Provisória nº 905, que visa extinguir o assistente social do INSS. “As pessoas votam no politico, mas não têm como entrar na cabeça dele. Extinguir um assistente social do INSS, quem vai olhar para o pobre? Quem vai ajudar o pobre a entender os termos técnicos? Como assistente social, fica aqui meu repúdio a essa determinação do Governo Federal. O pobre vai morrer sem direito a nada. Quem vai avaliar se a pessoa tem direito ao benefício ou não?”, questionou.
 
Em aparte, o vereador Cadmiel Pereira (PSC) lembrou que a colega é assistente social e sabe da importância desse profissional para a sociedade. “A partir do momento que colocar o INSS dentro do Ministério da Fazenda, já comprova que não está dando a atenção devida à população. Estou vendo pessoas com câncer, com depressão sendo obrigadas a voltar para o mercado de trabalho.  Serviço Social não é benesse, é garantia de direito. O maior órgão de seguridade do país é o INSS, e ele está sendo extinto”, avaliou.
 
Para finalizar, Neinha seguiu a mesma linha de Cadmiel. “Você votou no político, mas não foi para ver isso acontecer. Uma pessoa com câncer tendo benefício negado é lamentável. Vejo vítima de acidente, que volta a trabalhar após três meses, sem resposta do INSS. Está sendo retirado benefício de pessoa com depressão”, findou.

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