Programa De Olho na Cidade

30/09/2019 - 17:54

É preciso avaliar o contexto da época, diz defensora pública sobre Lucas da Feira

Feira e sua História
É preciso avaliar o contexto da época, diz defensora pública sobre Lucas da Feira
O escravo Lucas Evangelista, o Lucas da Feira. Ilustração de Marcos Franco

Kleiton Costa

Figura histórica e que divide opiniões em Feira de Santana, a interpretação sobre as atitudes de Lucas da Feira deve ser feita analisando a situação social em que ele vivia e o contexto político da época. A opinião é da defensora pública Júlia Baranski, que organizou um júri popular simbólico de Lucas na semana passada.

No dia 25 de setembro de 1849, Lucas da Feira foi condenado à pena de morte e enfocado em via pública, na região onde hoje está a Praça do Nordestino, no centro de Feira de Santana.

Lucas era um escravo fugido acusado de roubos, furtos e assassinatos. No julgamento popular ocorrido em Feira na semana passada, Lucas foi absolvido por cinco votos a dois.

“Pela população podemos dizer que ele não era uma pessoa criminosa. A noção de herói ou bandido faz parte de uma mitologia que foi criada em torno dele. Antes do mito existe um sujeito que traz uma história e faz parte de um contexto sócio político e que fez ele ter aquele comportamento”, declarou Júlia Baranski.

A defensora explica que o julgamento de Lucas fez parte de um projeto chamado Júri Simulado, que faz a releitura do Direito na perspectiva histórica. “A defensoria busca oferecer a essas figuras históricas o direito à ampla defesa e ao contraditório através de um júri simulado”.

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