Programa De Olho na Cidade

26/09/2019 - 17:45

Escola Normal foi pontapé para município ser referência em educação

Feira e sua História
Escola Normal foi pontapé para município ser referência em educação

Kleiton Costa

Criada em 1935 no prédio que hoje sedia o Centro Universitário de Cultura e Arte (Cuca), a Escola Normal Rural foi um marco para que Feira de Santana começasse a se tornar referência em educação. O relato é do professor José Raimundo Azevedo, ex-prefeito de Feira e que ocupou três vezes o cargo de secretário de Educação do município – a primeira gestão foi com 23 anos de idade.

“Ali [a Escola Normal] foi a base de educação para a nossa região, formando grandes professores. Depois tivemos a criação do Colégio Joselito Amorim, em 1963, uma grande referência. A parte mais importante foi a criação da Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefs), que promoveu um desenvolvimento educacional muito grande”, disse José Raimundo, lembrando também do Ginásio Santanópolis como outra grande instituição educacional.

O ex-prefeito relata que no período de funcionamento dessas antigas instituições a qualidade do ensino público era incontestável. “A escola era de grande qualidade, mas havia um exame de admissão para ingressar no antigo ginásio, era pior que um vestibular. Só chegavam os que tinham melhor condição. Acabou o exame de admissão e houve a ampliação de vagas, passando os alunos automaticamente para o Ensino Fundamental II [antigo ginásio]”, lembra o professor.


Professor José Raimundo Azevedo

José Raimundo salienta a importância do investimento público na educação. “Nenhum país pode se desenvolver sem investir em educação, na ciência e na tecnologia”.

O professor tem uma longa trajetória na vida pública.  Ingressou na política aos 20 anos, quando foi vereador pelo MDB entre 1971 a 1972. Na época, o parlamentar não era remunerado. Zé Raimundo, como é conhecido, tem 70 anos e foi prefeito duas vezes – no início da década de 80 e no início dos anos 90.

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