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Na ONU, EUA chamam Maduro de narcoterrorista; China e Rússia criticam ataque

Conselho da ONU discutiu legalidade da captura do presidente venezuelano, Nicolás Maduro, pelos EUA. Governo norte-americano tem poder de veto em votações. Brasil deve pedir a palavra e repetir condenação à ofensiva do governo Trump à Venezuela.

05/01/2026 16h17
Na ONU, EUA chamam Maduro de narcoterrorista; China e Rússia criticam ataque
Foto: Reuters

A Rússia e a China, aliados do presidente venezuelano, Nicolás Maduro, condenaram nesta segunda-feira (5) o ataque dos Estados Unidos à Venezuela, que resultou na captura de Maduro durante o final de semana, durante reunião de emergência do Conselho de Segurança da ONU.

Por outro lado, os EUA se defenderam das críticas ao chamar Maduro de “fugitivo da Justiça” e falar em “operação para o cumprimento da lei”. Já a Venezuela pediu que o Conselho de Segurança da ONU garanta que o governo Trump não se apodere de seus recursos naturais.

No discurso inicial, a vice-secretária-geral da ONU disse que a instituição está “preocupada que a operação não respeitou as regras do direito internacional”.

O embaixador da Rússia na ONU, Vasily Nebenzya, pediu novamente a libertação imediata de Maduro e acusou os EUA de serem “hipócritas e cínicos”, e que a Casa Branca nem escondeu o teor de sua “operação criminosa para tomar os recursos energéticos”. Disse também que a ONU não pode aceitar a postura do governo norte-americano.

“Com suas ações, os EUA estão gerando um embalo para um novo momento para neocolonialismo e imperialismo”, afirmou Nebenzya.

Durante a reunião, o Brasil deve pedir a palavra para condenar o ataque dos EUA e defender a soberania da Venezuela.

A China também criticou o ataque dos EUA durante a sessão do Conselho de Segurança. O representante chinês, Fu Cong, afirmou que o país está “profundamente chocado e condena fortemente o bullying” do governo norte-americano.

Cong afirmou que “nenhum país tem poder para atuar como polícia ou tribunal internacional”. O embaixador chinês na ONU também acusou os EUA de desconsiderarem as “graves consequências” para a comunidade internacional com o ataque e colocar a paz internacional e da América Latina em perigo.

Já o embaixador dos EUA na ONU, Mike Waltz, defendeu o ataque que capturou Maduro, que chamou “operação para o cumprimento da lei”. Ele também chamou o presidente venezuelano de “um fugitivo da Justiça norte-americana e diretamente responsável pelas mortes de milhares de norte-americanos”. “Maduro não só era um narcotraficante, ele era um presidente ilegítimo e não era um líder de Estado. Por anos, eles manipularam o sistema eleitoral para se manter no poder”, afirmou Waltz.

O embaixador venezuelano na ONU, Samuel Moncada, afirmou que o ataque dos EUA “manda a mensagem que seguir a lei é opcional” e pediu ao Conselho de Segurança da ONU a adoção das seguintes medidas:

A reunião foi solicitada pela Colômbia após os Estados Unidos atacarem, na madrugada do sábado (3), diversos pontos de Caracas e capturarem Maduro e sua esposa, Cilia Flores. Eles farão uma aparição em um tribunal em Nova York ainda nesta segunda-feira.

*Com informações g1

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