Polícia

MPBA denuncia advogada conhecida como “Rainha do Sul” por integrar organização criminosa

Investigação aponta envolvimento com tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e transmissão de ordens de liderança criminosa presa em Serrinha

23/01/2026 16h34
MPBA denuncia advogada conhecida como “Rainha do Sul” por integrar organização criminosa
Foto: Ministério Público da Bahia

O Ministério Público do Estado da Bahia, por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco), denunciou na última terça-feira, dia 20, integrante de organização criminosa conhecida como “Rainha do Sul”. Ela foi denunciada pelos crimes de tráfico de drogas, organização criminosa armada e lavagem de dinheiro.

Segundo o Gaeco, a Rainha do Sul exercia papel central na estrutura do grupo criminoso, atuando como elo de comunicação entre a liderança da organização e os demais integrantes em liberdade. Ela estaria usando da sua posição de advogada para transmitir ordens de liderança criminosa presa em Serrinha, ameaças e orientações estratégicas da facção, além de intermediar cobranças financeiras e auxiliar na administração de recursos provenientes do tráfico de drogas. As apurações tiveram início a partir de investigações conduzidas pelo Departamento Especializado de Investigação e Repressão ao Narcotráfico (Denarc), que identificaram uma organização criminosa estruturada, com divisão de tarefas, hierarquia definida e atuação contínua no tráfico de entorpecentes, comércio de armas e lavagem de dinheiro. 

De acordo com a denúncia, foram realizadas diversas diligências destinadas à apuração da autoria e da materialidade delitivas, as quais culminaram na comprovação da existência de organização criminosa estruturalmente ordenada, voltada à obtenção de vantagem de natureza patrimonial, direta ou indireta, mediante a prática do crime de tráfico de drogas e outros delitos correlatos. 

O grupo utilizava aplicativos de mensagens para coordenar atividades ilícitas, arrecadar valores periódicos conhecidos como “caixinha” e controlar o fluxo financeiro da organização. As investigações apontam ainda que a denunciada utilizava pessoas interpostas para lavagem de capitais e realizava colocação do dinheiro ilícito em joias de alto valor, que foram apreendidas com ela.

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