Motociclistas de aplicativos protestam em Feira de Santana contra baixas tarifas e falta de suporte
O movimento reuniu diversos profissionais que cobram respostas das plataformas.
Motociclistas que atuam em aplicativos de entrega e transporte de passageiros paralisaram suas atividades nesta terça-feira (1º) em Feira de Santana para reivindicar melhores condições de trabalho. A principal queixa dos trabalhadores é a redução dos valores pagos por quilômetro rodado e a falta de suporte das empresas em relação a problemas enfrentados no dia a dia. O movimento reuniu diversos profissionais que cobram respostas das plataformas.
De acordo com o motociclista Rony Moto Uber, os valores das corridas foram reduzidos de forma drástica ao longo do tempo.
“A taxa mínima tem que ser, no mínimo, R$ 1,30 por quilômetro, mas hoje eles estão pagando apenas R$ 0,90. Nós precisamos de mais apoio, porque quando reclamamos, a plataforma não fala com a gente, pelo contrário, às vezes até bloqueia. Queremos o fim dos banimentos injustos. Nós servimos para trabalhar, mas se recusarmos uma viagem, ficamos sem chamadas”, afirmou.
Os motociclistas também questionam a mudança nas tarifas praticadas pelas empresas.
“Quando chegaram aqui, pagavam R$ 9 ou R$ 10 por corrida, mas hoje querem pagar R$ 3 ou R$ 4. Muitos largaram seus empregos, compraram motos novas, fizeram dívidas e agora estão enfrentando dificuldades para pagar as prestações”, relatou Rony.
Outro ponto levantado pelos manifestantes é a falta de suporte por parte das empresas. “A empresa não responde ninguém, não tem uma sede aqui e não conseguimos contato com eles. Parece que temos que aceitar o que eles querem impor sem questionar”, desabafou o motociclista.
Os trabalhadores aguardam um posicionamento das plataformas e seguem reivindicando melhorias nas condições de trabalho.
*Com informações do repórter Matheus Gabriel