Ministra de Portugal destaca aliança com o Brasil e defende metas mais ambiciosas na COP 30
Portugal foi o primeiro país da União Europeia a anunciar investimento no Fundo Florestas Tropicais, com uma contribuição inicial de 1 milhão de euros.

A ministra do Ambiente e Energia de Portugal, Maria da Graça Carvalho, destacou o compromisso de seu país com a preservação ambiental e a cooperação internacional durante entrevista concedida na COP 30, em Belém do Pará. Portugal foi o primeiro país da União Europeia a anunciar investimento no Fundo Florestas Tropicais, com uma contribuição inicial de 1 milhão de euros.
“Portugal foi o primeiro país da União Europeia a declarar um investimento neste fundo global de proteção da floresta tropical. O nosso primeiro-ministro, Dr. Luís Montenegro, anunciou o financiamento inicial e abriu a porta para que outros países da União Europeia também se pronunciem e sigam o mesmo caminho”, afirmou a ministra.
Maria da Graça Carvalho ressaltou a importância de que a COP 30 resulte em acordos concretos e mais ambiciosos na redução de emissões e na adaptação às mudanças climáticas.
“Primeiro, espero que haja um acordo. Acho que vai haver, porque a equipa brasileira é muito experiente e competente. Vamos chegar a um acordo com metas mais ambiciosas para a redução das emissões e também para a adaptação aos efeitos das alterações climáticas”, destacou.
A ministra também defendeu uma transição justa, na qual países com mais recursos ajudem os que enfrentam maiores dificuldades no processo de adaptação e descarbonização.
“Precisamos de um acordo para a transição justa, para que quem pode melhor fazer a transição ajude quem tem mais dificuldade, tanto dentro de cada país quanto na cooperação internacional. É o que estamos a fazer em Portugal, com a conversão da dívida de Cabo Verde e São Tomé e Príncipe em projetos verdes aplicados nos seus territórios”, explicou.
Durante a entrevista, Maria da Graça Carvalho reforçou que Portugal já participa de fundos internacionais de danos e perdas e que vai anunciar novos investimentos durante a COP 30 para apoiar a estrutura da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas.
“Vamos anunciar durante a COP que também ajudaremos a financiar a própria estrutura da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas. Dentro de Portugal, temos um grande investimento em clima, nas energias renováveis, na transformação dos transportes públicos para elétricos e na eficiência energética”, pontuou.
Ao comentar sobre os efeitos extremos do clima, como incêndios, cheias e ondas de calor que têm afetado a Europa, a ministra alertou para a urgência de ações efetivas.
“Como diz o presidente Lula, temos que passar das negociações às ações concretas. Portugal é um país muito exposto aos efeitos das alterações climáticas. Tivemos grandes incêndios em agosto, agora estamos com cheias e, ao mesmo tempo, escassez de água no sul. Temos que agir o mais depressa possível para evitar esses fenómenos extremos”, declarou.
A ministra reforçou que a cooperação internacional e a rapidez na execução de políticas ambientais são essenciais para enfrentar os desafios climáticos.
“Temos que nos adaptar a esta nova situação, ao mesmo tempo que conseguimos reduzir as emissões e agir rapidamente. O tempo de esperar já passou”, concluiu.
*Com informações de Jorge Biancchi, direto da COP 30 em Belém






