Feira de Santana

Médico aponta importância de tratamento para menopausa precoce

A menopausa é precoce quando ocorre antes dos 40 anos de idade, uma condição rara que acomete apenas 5% dos casos.

30/05/2022 13h44
Médico aponta importância de tratamento para menopausa precoce
Foto: De Olho na Cidade

A menopausa é definida como o fim do período menstrual, causada pela improdutividade dos óvulos, normalmente ocorre com mulheres entre 45 e 55 anos. Segundo o médico ginecologista e obstetra,  Dr. Francisco Mota, a menopausa é precoce quando ocorre antes dos 40 anos de idade, uma condição rara que acomete apenas 5% dos casos.

Antes da menopausa, ocorre o climatério. Esse período é marcado pela transição da fase reprodutiva para a fase de pós-menopausa. Dessa forma, a menopausa (última menstruação) ocorre ainda durante o climatério.

A menopausa é marcada após um ano de ausência da menstruação. “Durante o climatério ela pode continuar menstruando, mas de forma irregular. Já a menopausa é uma data: a última vez que ela menstruou no último ano”, explica o ginecologista. 

Os sintomas são os mesmos, sendo os mais comuns: irritabilidade, ondas de comum (fogacho), ausência do período menstrual, diminuição da libido, queda de cabelo, etc. 

“Os sintomas podem vir com mais ou, eventualmente, com menos intensidade. Já recebi pacientes que, infelizmente, o diagnóstico veio de uma forma ruim. Uma dessas pacientes, estava tentando engravidar, não apresentava ondas de calor, apenas atraso menstrual. Foi detectado que era menopausa precoce, e ela tinha apenas 32 anos”.

Segundo o especialista, não há causas definidas, mas alguns fatores podem ser observados como genética, possíveis infecções, ou iatrogênica  (quando a mulher se submete a algum procedimento cirúrgico que acomete os ovários). “Na grande maioria das vezes tem dificuldade em detectar as causas para o problema”.

O diagnóstico é clínico, feito primeiramente, através da análise de sintomas, para em seguida ser requerido os exames laboratoriais. O tratamento é feito, na maioria dos casos, a partir da reposição de hormônios, porém só é realizado a depender do perfil da paciente e do risco de câncer de mama.

“Quando falamos em hormônios a paciente se assusta e pensa no câncer de mama, mas hormônio não tem lado ruim. Estudos mostram que os hormônios aumentam sim o risco de câncer de mama, mas não aumentam a mortalidade”, explica. Nesse caso, o tratamento faz com que a paciente vá mais ao médico e tenha seus sintomas mais vigiados. 

Além disso, o tratamento hormonal pode diminuir o risco de câncer gastrointestinal, reduz os índices de osteoporose, e, segundo novos estudos, pode aumentar a proteção cardiovascular.

O médico ginecologista e obstetra pode ser contatado através do Instagram: @dr.franciscomota.

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