Instituto Pensar Feira reforça mobilização pela criação de universidade federal com sede em Feira de Santana
Segundo Edson Piaggio, proposta busca ampliar o acesso ao ensino superior público e atender uma região que abrange 83 municípios e mais de 2,3 milhões de habitantes
A implantação de uma universidade federal com sede em Feira de Santana segue como prioridade na agenda do Instituto Pensar Feira. A defesa foi reforçada pelo empresário e presidente da entidade, Edson Piaggio, que destacou a importância estratégica do município no cenário nacional e a necessidade de ampliar o acesso dos jovens ao ensino superior público.

“Feira de Santana é a 34ª maior cidade do país entre mais de 5.700 municípios. É maior do que oito capitais e a maior cidade do interior do Brasil. Não faz sentido uma cidade com esse porte não abrigar a sede de uma universidade federal”, afirmou Piaggio.
De acordo com o presidente do Instituto, a mobilização não parte apenas da entidade, mas envolve diversos setores da sociedade feirense. Ele explicou que o grupo realizou estudos comparativos com outras cidades brasileiras que possuem tanto universidade federal quanto estadual, demonstrando os impactos positivos desse modelo.
“O Instituto Pensar Feira pesquisou cidades que têm sede de universidade federal e estadual, porque muita gente questiona: ‘pra que uma universidade federal se já existe uma estadual?’. Os dados mostram exatamente o contrário: é fundamental ter as duas”, ressaltou.
Entre os exemplos citados está Dourados, no Mato Grosso do Sul, onde quase 17% dos jovens entre 18 e 24 anos estão matriculados em universidades públicas. Mossoró, no Rio Grande do Norte, apresenta um índice de cerca de 46%, enquanto Campina Grande, na Paraíba, chega a aproximadamente 37%.
“Em Feira de Santana, esse número não chega a 8%. Na verdade, é cerca de 7,99%. Isso deixa claro que é preciso aumentar a oferta. Não é esperar a demanda crescer para depois ampliar, mas ampliar para que a demanda exista”, explicou.
Piaggio também destacou que a meta nacional é que 33% dos jovens entre 18 e 24 anos estejam no ensino superior, objetivo ainda distante da realidade feirense. Para ele, a criação da universidade federal é essencial para mudar esse cenário.
Outro ponto levantado foi a dimensão da região atendida por Feira de Santana. Enquanto Dourados abrange 22 municípios, Mossoró 17 e Campina Grande 47, Feira integra uma região geográfica intermediária com 83 municípios.
“Estamos falando de mais de 2,3 milhões de habitantes. Em Dourados, são cerca de 900 mil; em Mossoró, 500 mil; e em Campina Grande, cerca de 940 mil. Feira de Santana tem um potencial muito maior e precisa dessa universidade”, destacou.
Segundo Piaggio, a proposta prevê a transformação do campus da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB), localizado em Feira, em uma universidade federal independente, seguindo um modelo já adotado no país.
“A Universidade Federal do Recôncavo surgiu a partir da antiga Escola de Agronomia da UFBA. O que defendemos é transformar o campus da UFRB em Feira em uma universidade federal autônoma. Até porque Feira de Santana não faz parte do Recôncavo”, explicou.
O presidente do Instituto afirmou ainda que a pauta já conta com apoio de lideranças políticas e da sociedade civil. Durante a mais recente Missão Brasília, a proposta foi apresentada ao ministro da Casa Civil, Rui Costa.
“Hoje, toda a cidade já entendeu a importância dessa universidade. É uma necessidade para o desenvolvimento educacional, econômico e social de Feira de Santana e de toda a região”, concluiu.







