Feira de Santana

Gestantes têm acesso a exame gratuito para diagnóstico de diabetes em Feira de Santana

Exame é indicado para o diagnóstico do diabetes gestacional. Atendimento acontece de segunda a sexta-feira, no laboratório do Hospital Inácia Pinto dos Santos.

24/01/2026 16h06
Gestantes têm acesso a exame gratuito para diagnóstico de diabetes em Feira de Santana
Fotos: Fatima Brandão

A Prefeitura de Feira de Santana, por meio da Fundação Hospitalar, vem fortalecendo de forma significativa a assistência em saúde no município, com ações concretas como a ampliação de especialidades médicas e a oferta de exames laboratoriais. Dentro desse avanço, o Laboratório de Análises Clínicas do Hospital Inácia Pinto dos Santos — Hospital da Mulher — passou a realizar o Teste Oral de Tolerância à Glicose (TOTG), exame fundamental para o diagnóstico do diabetes gestacional.

O TOTG é utilizado para monitorar possíveis alterações no metabolismo da glicose que podem comprometer a saúde da mãe e do bebê, sendo um exame essencial durante o pré-natal.

De acordo com Gilberte Lucas, diretora-presidente da Fundação Hospitalar, a gestão municipal tem reforçado a importância do monitoramento da glicemia para o diagnóstico precoce e o controle de doenças como o diabetes.

“O aumento da oferta de exames para o rastreio de doenças é fundamental. Somente em 2025, realizamos 684.987 exames laboratoriais. A partir deste mês de janeiro, passamos a oferecer o Teste Oral de Tolerância à Glicose, que antes era disponibilizado apenas na rede particular e agora está acessível às gestantes de Feira de Santana e região, no laboratório municipal do Hospital da Mulher”, destacou.

O Teste Oral de Tolerância à Glicose, também conhecido como curva glicêmica, avalia a capacidade do organismo de processar o açúcar, sendo essencial para o diagnóstico de diabetes, pré-diabetes e, especialmente, diabetes gestacional. O exame consiste na coleta de sangue em jejum, ingestão de uma solução glicosada e novas coletas após uma ou duas horas.

Segundo a Sociedade Brasileira de Diabetes e diretrizes internacionais, o diabetes gestacional aumenta os riscos de complicações para a mãe e o bebê, como macrossomia fetal (bebê com peso elevado), hipoglicemia neonatal e pré-eclâmpsia. O diagnóstico precoce possibilita o controle por meio de alimentação adequada, atividade física e, quando necessário, uso de insulina, garantindo uma gestação mais segura.

Para André Galvão, coordenador do Laboratório do Hospital da Mulher, o TOTG é um exame fundamental durante o pré-natal, especialmente entre a 24ª e a 28ª semana de gestação.

“O teste avalia como o organismo metaboliza a glicose e é decisivo para o diagnóstico do diabetes mellitus, em especial o diabetes gestacional. O exame começa com a paciente em jejum, geralmente de 8 a 12 horas. Após a coleta da amostra inicial, a gestante ingere uma solução de glicose, popularmente conhecida como ‘garapa’. No exame de duas horas, há uma nova coleta após esse período. Já no exame de três horas, as coletas são feitas em intervalos de uma hora, totalizando três amostras”, explicou.

O coordenador ressaltou que o exame é realizado no próprio laboratório do Hospital Inácia Pinto dos Santos e ocorre de forma espontânea, sendo necessário que a gestante esteja acompanhada.

As vagas não são limitadas e o atendimento acontece mediante apresentação da requisição médica, cartão do SUS e documento de identidade, de segunda a sexta-feira, a partir das 13h.

Orientações para a realização do TOTG

Depoimento de quem fez o (TOTG)

A advogada Uara Santana, de 37 anos, grávida de seis meses, realizou pela primeira vez o Teste Oral de Tolerância à Glicose (TOTG) no laboratório do Hospital Inácia Pinto dos Santos — Hospital da Mulher. Ela contou que foi encaminhada pela Casa de Parto do bairro Feira VII, onde recebe acompanhamento pré-natal com o objetivo de realizar o grande sonho de ter seu primeiro filho por meio de parto natural.

Uara ressaltou a importância do exame durante a gestação e destacou a satisfação em poder realizar o procedimento na rede pública, com acolhimento e segurança.

“Estou sendo muito bem acolhida, e todo o meu pré-natal está sendo realizado pelo serviço público, que hoje, em Feira de Santana, é uma nova realidade”, acrescentou a advogada.

Já a ambulante Luana Sarah Pereira de Jesus, de 22 anos, relatou que realiza o pré-natal desde os primeiros meses da gestação e que, aos sete meses, já se encontra na reta final do acompanhamento.

“O médico do posto de saúde da Rua Nova já tinha solicitado o exame, mas eu só encontrava disponível na rede particular. Depois fui encaminhada para o laboratório do Hospital da Mulher. Acabei de realizar o exame e agora é só aguardar o resultado para ficar mais tranquila”, contou Luana.

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