Flifs 2025 leva música, teatro e literatura a milhares em Feira de Santana
Com música, teatro, cordel, economia solidária e performances, a Flifs confirma seu papel de fortalecer a cultura e a literatura na Bahia

A 18ª edição da Festival Literário e Cultural de Feira de Santana (FLIFS) foi aberta nesta terça-feira (23) com uma programação diversificada e recorde de atividades, reunindo autores, leitores e amantes da cultura. O evento, que já se tornou tradição no calendário cultural baiano, acontece com apoio da Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS), Prefeitura Municipal e Governo do Estado.
A pró-reitora de Extensão da UEFS, Taíse Bomfim, destacou o longo trabalho de preparação.

“O Flifs começa quando termina a edição anterior. Para esta maioridade, fizemos um ano inteiro de reuniões com parceiros para entregar à comunidade o melhor festival literário de Feira e do estado”, afirmou.
Ela ressaltou que a principal novidade é a “programação mais adensada, quase sem intervalos, com mais lançamentos e apresentações”, além de palcos que homenageiam artistas locais: Isabel Nascimento, Bel da Bonita e Márcio Scherri.
Pela primeira vez à frente da pasta, o secretário municipal de Cultura, Esporte e Lazer, Cristiano Lôbo, enfatizou o caráter formador do evento.

“É muito mais que uma feira, é um espaço de formação de leitores, de incentivo às crianças e jovens. A leitura e a arte transformam o cidadão, e a população está convidada a participar deste grande encontro”, disse.
Representando o Governo da Bahia, o secretário estadual de Cultura, Bruno Monteiro, ressaltou o investimento de R$ 300 mil por meio do programa Bahia Literária.

“A Bahia é hoje o estado brasileiro que mais investe em eventos literários. Feira de Santana é um caso de sucesso que inspira outros municípios. Tudo que acontece aqui dialoga com a Bahia como um todo”, destacou, lembrando que a feira já ocupa vários espaços da cidade e pode, futuramente, migrar para locais maiores.
O evento também conta com apoio da Igreja Católica. O arcebispo metropolitano, Dom Zanoni Demettino, reforçou o papel da leitura na formação cidadã.

“A feira forma leitores e cidadãos para construir um mundo de paz, justiça e fraternidade”, afirmou.
Entre o público, o professor Josué Melo e sua esposa, Tecla Melo, celebraram o crescimento do festival.

“Do livro eu não me livro, do livro eu não quero me livrar. É uma alegria ver a juventude reunida em torno do livro”, disse Josué, lembrando que a ideia da feira surgiu quando ele era secretário de Educação, a partir de um projeto do então arcebispo Dom Itamar Vian.
A coordenadora do Flifs, Cristiana Oliveira, destacou a importância do vale-livro para democratizar o acesso.

“Muitos estudantes e professores da rede pública escolhem, com esse ticket, talvez o primeiro livro de suas vidas. É um start para formar leitores apaixonados”, explicou.
A FLIFS segue até o dia 28 de setembro.








*Com informações do repórter Robson Nascimento






