Fisioterapeuta explica diferenças entre tontura, vertigem e labirintite e alerta para sinais que exigem atenção
É comum que todas as sensações sejam confundidas com labirintite, mas cada uma tem características próprias.

O fisioterapeuta André Azevedo participou do programa Jornal do Meio Dia para esclarecer um tema que ainda é pouco conhecido pela população, mas que afeta diretamente a qualidade de vida: os distúrbios vestibulares, responsáveis por sintomas como tontura, vertigem e a popularmente conhecida labirintite.
Ele explicou o que é o sistema vestibular, estrutura localizada no ouvido interno e fundamental para o equilíbrio do corpo humano.
“O sistema vestibular é diretamente ligado ao equilíbrio. Para nos mantermos equilibrados, vários sistemas enviam informações ao cérebro sobre onde nosso corpo está. Um deles é justamente o vestibular, que fica na orelha interna”, destacou.
Segundo André, é comum que todas as sensações sejam confundidas com labirintite, mas cada uma tem características próprias.
“Hoje todo mundo chama tudo de labirintite. Mas a labirintite é uma inflamação no labirinto, no ouvido interno. Já a vertigem é a sensação de que o mundo está rodando e a tontura é mais uma instabilidade, aquela cabeça leve, vazia”, explicou.
Ele ainda enfatizou que os três sintomas podem causar prejuízos significativos à vida da pessoa, principalmente pelo risco de quedas.
O especialista afirma que qualquer pessoa pode desenvolver distúrbios vestibulares, mas alguns hábitos aumentam o risco.
“Pessoas que se alimentam mal, não praticam atividade física e não se hidratam estão mais propensas. Mas hoje uma das principais causas das vestibulopatias é o estresse. Nosso ritmo de vida é muito acelerado, e o estresse contribui bastante para esses problemas”, afirmou.
A fisioterapia vestibular tem papel essencial no tratamento desses distúrbios. André explicou que existem exercícios e manobras específicas, dependendo do diagnóstico.
Ele citou a VPPB (Vertigem Posicional Paroxística Benigna), uma das mais comuns: “A VPPB é causada pelo deslocamento de pequenos cristais do ouvido interno para canais onde não deveriam estar. Com manobras específicas, reposicionamos esses cristais e a vertigem some”, garantiu.
Além disso, exercícios de habituação ajudam o cérebro a entender os movimentos sem desencadear tonturas.
André orienta que é preciso procurar atendimento quando a tontura interfere nas atividades do dia a dia.
“Se a pessoa deixa de fazer algo que gosta, como passear com o neto, ou se não consegue dormir porque o movimento na cama incomoda, é hora de buscar ajuda. Também é comum sentir tontura ao andar de carro na estrada, e isso limita viagens”, observou.
Mas o principal ponto de atenção é o risco de queda: “Se existe risco de queda, deve-se procurar ajuda imediatamente. É algo que não queremos para ninguém”, reforçou.
O fisioterapeuta destacou a importância de divulgar o tema.
“É um assunto pouco divulgado, mas deveria ser mais conhecido, porque limita muito as pessoas. E muitas vezes é algo que pode ser resolvido de forma fácil e prática”, disse.






