Fisioterapeuta alerta para riscos de traumas neurológicos durante festas de fim de ano
Acidentes de trânsito e brincadeiras imprudentes estão entre as principais causas de traumatismos cranianos e medulares no período

Com a chegada das festas de fim e início de ano, cresce também a preocupação com o aumento no número de acidentes e, consequentemente, de traumas neurológicos. Segundo o fisioterapeuta Vinícius Oliveira, o período é marcado por maior circulação nas estradas, consumo de bebidas alcoólicas e comportamentos de risco, fatores que elevam as chances de ocorrências graves.
“O fim de ano é um momento de celebração, mas infelizmente também é quando aumentam os registros de acidentes. Isso impacta diretamente os serviços de saúde, inclusive os bancos de sangue, que costumam ficar com estoques reduzidos devido ao aumento de cirurgias de urgência e emergência”, explica.
De acordo com o especialista, os acidentes veiculares estão entre as principais causas de traumatismos cranioencefálicos e medulares. Ele destaca que muitas pessoas, sem experiência em estradas, acabam dirigindo longas distâncias nesse período, o que exige ainda mais atenção.
“A prevenção começa antes da viagem. É fundamental fazer a revisão do carro, verificar pneus, estepe, documentação e condições gerais do veículo. Tudo isso reduz significativamente o risco de acidentes”, orienta.
Outro ponto de alerta é a associação entre direção e consumo de álcool. “Nessa época do ano é comum beber um pouco a mais, seja vinho ou champanhe. Mas bebida alcoólica e direção não combinam, principalmente quando se trata de motocicletas”, reforça.
Vinícius Oliveira chama atenção para o alto número de acidentes com motos na região de Feira de Santana, muitos deles agravados pela ausência de equipamentos de segurança. “O uso do capacete é essencial. Ele salva vidas e reduz drasticamente o risco de lesões neurológicas graves”, afirma.
Além dos acidentes de trânsito, o fisioterapeuta também alerta para traumas causados por brincadeiras comuns nas confraternizações. “Saltos em águas rasas, mergulhos em rios, piscinas ou no mar, especialmente após o consumo de álcool, são extremamente perigosos. Essas situações podem causar lesões medulares irreversíveis”, destaca.
Segundo ele, brincadeiras em camas elásticas, piscinas e até entre amigos, quando feitas sem cuidado, também podem resultar em traumas sérios. “Muitas vezes a pessoa bebe um pouco mais, fica mais animada e acaba tentando uma manobra ou salto que termina em acidente”, explica.
O fisioterapeuta ressalta ainda o impacto desses traumas na vida do paciente e da família. “A reabilitação neurológica é um processo longo, difícil e muito desgastante, tanto para o paciente quanto para os familiares. Por isso, a prevenção é sempre o melhor caminho”, conclui.






