Excesso de quebra-molas irregulares dificultam transporte coletivo e causam danos mecânicos, alerta secretário
O secretário alertou que os ônibus articulados possuem dez suspensões pneumáticas, e passar repetidamente por quebra-molas pode comprometer o funcionamento dos veículos.
O secretário de Mobilidade Urbana de Feira de Santana, Sérgio Carneiro, destacou preocupação com o grande número de quebra-molas na cidade e os impactos no funcionamento do transporte coletivo, especialmente na região da Asa Branca. Segundo ele, a alta quantidade de redutores de velocidade tem comprometido a circulação dos ônibus articulados com suspensão pneumática, causando atrasos e danos mecânicos.
A região da Asa Branca atende uma demanda de cerca de 3.000 passageiros por dia.
“Quando fizemos a última entrega de ônibus pela empresa Rosa, que opera na área, foram disponibilizados sete novos ônibus. O prefeito José Ronaldo, com sua experiência, solicitou que quatro deles fossem articulados, com ar-condicionado, capacidade para 140 pessoas e suspensão pneumática, justamente para atender essa demanda”, explicou o secretário.
Porém, o excesso de quebra-molas tem sido um desafio. “Da Matriz até o Feira VII, uma amiga contou cerca de 36 quebra-molas. No Alto do Rosário, em um trecho de apenas 2 km, havia 14. Um conhecido relatou que, para chegar em casa em um percurso de menos de 1 km, precisa passar por seis quebra-molas”, pontuou.
O secretário alertou que os ônibus articulados possuem dez suspensões pneumáticas, e passar repetidamente por quebra-molas pode comprometer o funcionamento dos veículos.
“Ontem mesmo, um desses ônibus teve o cárter quebrado, o que resultou em danos no motor. Isso mostra a necessidade urgente de debater esse tema com a comunidade”, afirmou.
Sérgio Carneiro reforçou o apelo para que os moradores tenham consciência sobre a instalação de quebra-molas sem autorização da prefeitura.
“Precisamos garantir o conforto e a eficiência do transporte público. Não adianta disponibilizar um ônibus moderno, com maior capacidade e climatização, se ele não pode circular adequadamente por conta de obstáculos que atrasam a viagem e comprometem a segurança. Fica aqui o nosso apelo para que possamos discutir a possibilidade de reduzir ou retirar esses quebra-molas em algumas linhas de ônibus”, finalizou.