Exames preventivos a partir dos 40 são essenciais para saúde da mulher, alerta nutróloga
Dra. Aline Jardim destaca a importância do check-up regular e explica como identificar riscos antes do surgimento de doenças
Durante entrevista ao quadro Saúde em Pauta, a médica nutróloga Dra. Aline Jardim abordou a importância dos exames preventivos para mulheres a partir dos 40 anos. O tema ganha ainda mais relevância no mês dedicado às mulheres, reforçando a necessidade de atenção à saúde nessa fase da vida.
A especialista destacou que o cuidado não deve começar apenas quando surgem sintomas.
“Nós não devemos buscar uma consulta médica apenas quando sentimos alguma coisa. Precisamos criar o hábito de fazer realmente um check-up”, afirmou.
Segundo a médica, a faixa dos 40 anos marca o início de mudanças significativas no organismo feminino.
“É quando a mulher começa a ter algumas alterações, como queda de energia, mudanças na memória e ganho de peso. Muitas vezes ela se pergunta por que o corpo não responde mais como antes”, explicou.
A nutróloga ressaltou que muitos exames importantes são indicados mesmo para pacientes assintomáticas, com o objetivo de prevenir doenças futuras. Entre eles, estão marcadores inflamatórios e cardiovasculares que ajudam a identificar riscos silenciosos.
Um dos exemplos citados foi o exame de homocisteína. “É um marcador inflamatório importante. Quando está elevado, pode indicar maior risco de trombose, infarto e AVC. E o mais importante: conseguimos corrigir isso com vitaminas do complexo B”, destacou.
Outro exame mencionado foi a lipoproteína A, também ligada à saúde do coração. “Quando alterada, utilizamos antioxidantes e fitoterápicos para controle”, acrescentou.
Além disso, a médica chamou atenção para o nível de alumínio no organismo, relacionado a doenças neurodegenerativas.
“Hoje o alumínio está presente em panelas, desodorantes e até em produtos de skincare. Precisamos controlar isso porque há estudos associando ao Alzheimer”, alertou.
A insulina também foi apontada como um marcador essencial. “Mesmo pessoas magras podem ter insulina alta. Isso pode levar a doenças metabólicas, cardiovasculares e até neurodegenerativas”, disse.
Dra. Aline Jardim reforçou que alimentação, sono, hidratação e atividade física têm impacto direto nos resultados dos exames.
“Como nutróloga, não posso deixar de falar da importância da alimentação. O intestino é responsável por absorver vitaminas e minerais. Se ele não funciona bem, o corpo inteiro sofre”, explicou.
Ela também alertou para deficiências nutricionais comuns, como ferro e vitamina B12, que muitas vezes passam despercebidas.
“É muito comum atender mulheres com ferritina baixa, com queixas de cansaço, queda de cabelo e fadiga. E isso não é identificado corretamente”, afirmou.
A médica destacou ainda que existe diferença entre exames solicitados para prevenção e aqueles feitos quando o paciente já apresenta sintomas.
“Esses exames preventivos não são aqueles comuns de emergência. São para identificar riscos futuros, quando a pessoa ainda não sente nada. O objetivo é cuidar da saúde hoje para não tratar doenças amanhã”, pontuou.
A nutróloga fez um alerta sobre a negligência com a saúde, especialmente entre mulheres.
“Não espere ter sintomas para começar a se cuidar. Muitas mulheres acreditam que só estão na menopausa quando têm fogachos, mas isso não acontece com todas. Dores articulares, por exemplo, são muito comuns e pouco associadas a esse período”, explicou.
Ela também chamou atenção para o aumento do risco cardiovascular nessa fase.
“Mais de 50% das mulheres podem ter infarto no período da menopausa. Por isso, é fundamental acompanhar exames e cuidar do corpo de forma integral”, destacou.
A médica reforçou a importância da prevenção: “Cuidar da saúde hoje é muito mais simples e barato do que tratar doenças no futuro. O objetivo é chegar aos 50, 60 anos com qualidade de vida, e não lidando com problemas que poderiam ter sido evitados”.







