Ex-funcionários de empresas de ônibus realizam caminhada de protesto em Feira de Santana
Os manifestantes cobram indenizações, pagamento de FGTS e justiça pela falta de compromisso.
Na tarde desta terça-feira (1º), ex-funcionários das empresas de transporte coletivo “18 de Setembro” e “Princesinha”, que atuaram em Feira de Santana, mas não estão mais sediadas no município, saíram às ruas de Feira de Santana para reivindicar direitos trabalhistas não pagos. A caminhada de protesto começou no Canteiro Olímpio Vital, em frente à APAE, e seguiu até a prefeitura. Os manifestantes cobram indenizações, pagamento de FGTS e justiça pela falta de compromisso.
De acordo com os organizadores, cerca de 1.200 famílias foram prejudicadas com o fechamento repentino.
O ex-motorista de ônibus Antônio Raimundo expressou sua indignação com a demora na solução do impasse.
“Já se passaram dez anos e a gente não tem nenhuma posição. A justiça até hoje não fez nada, não deu um parecer, e nem o sindicato nos falou nada. Sempre disseram que estavam procurando o patrimônio do empresário, mas o tempo foi passando e nada aconteceu”, afirmou.
O ex-funcionário detalhou as pendências deixadas pelas empresas. “FGTS de muitos ficou pendente durante anos. Alimentação, férias, tudo o que era um direito nosso, até hoje não tivemos nenhuma resposta. Alguns receberam, mas cerca de mil famílias ainda aguardam”, lamentou.
Renato Bispo, também ex-funcionário, destacou as dificuldades enfrentadas ao longo dos anos e a lentidão do processo judicial.
“Nosso processo está parado. Agora estamos buscando essa carta de crédito, mas, depois disso, teremos que recomeçar tudo de novo. Não sabemos quando vamos obter êxito, mas a esperança ainda existe”, comentou.
Ele ressaltou o impacto da situação na vida de muitos ex-funcionários. “São dez anos parados. Muitos já morreram sem receber nada. Outros perderam tudo, ficaram sem sustentar suas casas. O prejuízo é incalculável”, lamentou.
Apesar das dificuldades, Renato destacou a importância da mobilização coletiva. “Somos todos unidos, ninguém lidera. Estamos juntos nessa luta por nossos direitos”, enfatizou.
*Com informações do repórter Robson Nascimento