Feira de Santana

Especialista aponta desafios das mães com filhos atípicos

“Quando uma mãe tem um filho com desenvolvimento atípico se torna difícil para esta mulher se encaminhar na sua carreira”

13/05/2022 16h49
Especialista aponta desafios das mães com filhos atípicos
Foto: Reprodução

O termo “atípico” se designa a pessoas que possuem um desenvolvimento fora dos padrões considerados normais, o espectro autista é um exemplo de atipicidade. Quando se trata do público infantil, os desafios enfrentados pelas mães as levam a viver uma rotina atípica.

“Quando uma mãe tem um filho com desenvolvimento atípico se torna difícil para esta mulher se encaminhar na sua carreira”, explica a neuropsicóloga Ana Rita Antunes.

Os cuidados com a criança atípica demandam mais atenção, sendo difícil achar vagas em escolas, creches ou babás. Ainda há a necessidade de levar o filho em acompanhamentos. Isso tudo dificulta o ingresso em atividades acadêmicas, profissionais e de lazer.

Até mesmo o uso de transportes públicos, como ônibus, também pode vir a ser um desafio, pois crianças atípicas sentem dificuldades com esse tipo de veículo devido às suas limitações sociais e sensibilidade sensorial. 

A dificuldade de aceitação em escolas e falta de políticas públicas trazem ainda mais obstáculos para a jornada. Muitas mães precisam reduzir seus horários de trabalho ou parar de trabalhar.

“As políticas públicas muitas vezes não saem do papel”, pontua Antunes. A profissional destaca que mães de filhos atípicos já têm vários pesos para carregar, e a execução dessas políticas é um direito, não um privilégio. Ainda há a romantização  doddo 

A neuropsicóloga ainda chama atenção da sobrecarga social imposta nessas mães, como a romantização da “mãe guerreira”. 

“Uma mulher não nasce para ser mãe, ela escolhe ser mãe. Chamar de guerreira é uma maneira da sociedade se isentar do seu papel. Todas as mulheres são guerreiras, mas todas precisam de suporte”.

Ao invés de elogios como “forte”,”guerreira”,”escolhida”, a neuropsicóloga diz que a melhor maneira de ajudar é oferecendo ajuda genuína, sendo empáticos ao desenvolvimento atípico.

Foi indicada a prefeita Tânia Yoshida como exemplo a ser seguido, devido a iniciativa de instalar na cidade de Conceição do Jacuípe um Centro de Atendimento Multifuncional que presta serviços a cerca de 350 crianças, dando suporte estrutural, médico, alimentação dentre outros cuidados.

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