Educação

Equilíbrio entre estudo e trabalho é desafio para jovens do Brasil

A cada 10 jovens universitários, 7 trabalham, afirma IBGE

06/12/2025 21h51
Equilíbrio entre estudo e trabalho é desafio para jovens do Brasil
Foto: Freepik

Conciliar trabalho e estudos tem se tornado uma das maiores dificuldades enfrentadas pela juventude brasileira. Segundo a PNADC-Educação do IBGE, em 2023, aproximadamente 6,9 milhões de jovens entre 18 e 29 anos frequentavam o ensino superior no Brasil, dos quais 66,4% estavam inseridos no mercado de trabalho e 33,6% apenas estudavam. Em outras palavras, a cada 10 jovens universitários no país, 7 trabalham.

Em entrevista, a psicóloga e consultora de recursos humanos, Carolina Carvalho, explica que essa dupla jornada demanda cuidados com a saúde mental, alertando que a sobrecarga pode trazer prejuízos diretos ao desempenho acadêmico e profissional. “É possível equilibrar as duas atividades, mas é preciso atenção à gestão do tempo e à qualidade de vida, para que o jovem consiga produzir e se concentrar sem adoecer”, destaca.

A especialista ressalta que habilidades como proatividade, regulação emocional e resiliência são fundamentais nesse processo. Essas competências permitem lidar com as pressões do cotidiano, mantendo o foco nos estudos e no crescimento profissional. “Muitos jovens estão no mercado de trabalho justamente para viabilizar a continuidade dos estudos. Esse esforço já demonstra determinação e força de vontade, características valorizadas no mercado”, afirma.

De acordo com o estudo, a força de trabalho dos estudantes trabalhadores obedece majoritariamente a uma lógica empresarial. Entre eles, 72,4% são trabalhadores assalariados do setor privado, sendo que 49,4% com carteira assinada e 23% sem carteira assinada.

Nesse aspecto, a psicóloga também alerta que o apoio de universidades e empresas é essencial. Algumas organizações já oferecem espaços de estudo, internet e até computadores para auxiliar colaboradores que também são estudantes. No ambiente acadêmico, a compreensão e a flexibilidade dos professores diante das demandas dos alunos que trabalham são vistas como fatores de proteção contra o adoecimento mental.

Por fim, Carolina Carvalho reforça que equilibrar vida pessoal, estudos e carreira é indispensável. “O jovem precisa cuidar de si, organizar sua rotina e, quando necessário, buscar orientação profissional. Isso contribui não apenas para seu desempenho imediato, mas também para o alcance de seus propósitos e sonhos no futuro”, conclui.

*JP Miranda/ De Olho na Cidade

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