Economia

Energia solar: entenda como funciona a instalação e cobrança de taxas

A instalação considera os valores da conta de luz atual

14/01/2023 16h22
Energia solar: entenda como funciona a instalação e cobrança de taxas
Foto: Los Muertos Crew/Pexels

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Aderir à energia solar pode trazer mais economia e praticidade, além de promover a sustentabilidade. Diversas empresas já adotaram os meios solares, e agora também vem sendo escolhida para residências.  De acordo com o engenheiro elétrico Jonatas Penine, a principal diferença entre a modalidade fotovoltaica e a convencional está na necessidade de geração de energia.

“A média mensal de consumo residencial de energia solar gira em torno de 500 a 1000 quilowatts em uma casa maior e com ar condicionado, de forma tranquila. Tem empresas hoje que consomem 15 mil reais de energia, pois quanto mais energia consumida, mais rápido o retorno financeiro”, explica o especialista em entrevista ao De Olho na Cidade.

A instalação dos painéis solares é efetuada de acordo com o perfil de cada cliente, baseado em fatores como os valores da conta de luz atual, estrutura elétrica da casa e do espaço físico do telhado, que não pode ter sombra.

“Vemos o consumo dos últimos 12 meses do cliente, conversamos com ele para entender se ele busca consumir de forma que economize ou não. Em cima disso, fazemos o planejamento e em seguida partimos para a instalação”.

A instalação pode se tornar complexa para moradores de apartamento, devido às normas de condomínio e espaço do teto. 

“Existem algumas empresas que possibilitam a realização de um contrato temporário para locação de energia, então alguém vai gerar para você. Não será uma economia desejável como se tivesse em casa, mas já dá pra economizar uns 10% a 15%. Aqui na Bahia conheço poucas empresas que fazem isso e elas exigem um consumo mínimo para ser contratado”.

Alguns condomínios aderem a energia solar e dividem tudo de forma igualitária aos moradores. Segundo o engenheiro, essa prática permite que, pelo menos, 100% da conta de energia não seja gerada, representando 50% para cada morador.

“A maior preocupação no primeiro momento é a conta de energia do próprio condomínio. A gente costuma usar o espaço da área de lazer, academia ou salão de festas, e fazemos a geração necessária para a conta do condomínio. Caso haja um excedente, a própria lei facilita a divisão de crédito entre os condôminos, mas a prática não tem sido feita porque a estrutura elétrica para atender a todos é mais cara e tem retorno financeiro mas lento”.

TAXAÇÃO

Na última sexta-feira (6), entrou em vigor a “Taxação do Sol”, que visa gerar recursos para cobrir os custos de utilização da rede de transmissão das distribuidoras de energia.  De 2012 até 2023, a legislação não era regulamentada, era apenas uma regulação da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), até que os deputados votaram a Lei 14.300 para separar a responsabilidade de cada um do setor elétrico e evitar a taxação.

“Ano passado, se você gerasse 1000 quilowatts e só usasse 500 durante o dia, os outros iriam para a rede, e só pagaria o mínimo da sua conta, ou seja, você usaria a rede coelba como uma bateria e, não pagaria nada por isso, apenas o seu custo mínimo. Só que a Concessionária de Energia precisa pagar os custos da rede dele, então hoje foi permitido que a Concessionário fique com uma parte de tudo que você joga na rede referente a esses serviços de adequação da rede, que chamamos de ‘Taxa Fio B’”, explica o especialista.

Na conta de energia é possível observar que há dois parâmetros de consumo: o TUSD (Tarifa de Uso do Sistema de Distribuição) e o TE (Tarifa de Energia). A ‘ Taxa Fio B’ faz parte da TUSD, representando uma média de 28% na conta total.

Exemplo, se uma conta custa 100 reais, e o cliente joga 500 quilowatts na rede, mas só precisou de 100 quilowatts, a quantia que ele precisou será paga em 28%

“Se um cliente gerou energia e jogou 500 quilowatts na rede, mas só precisou de 100. Essa quantia que ele precisou será paga em 28%, mas essa porcentagem está sendo escalonada.  A lei agora está fazendo uma regra transitória que está valendo de 2023 até 2031, no qual desses 28% total, vai começar com 15%. Então quem começar agora terá um retorno financeiro mais rápido do que quem começar depois”.

Feira de Santana está caminhando para se tornar uma cidade vertical, possibilitando empresários a adquirirem lucros e movimentar a economia da cidade. Com a nova lei, o retorno financeiro será mais lento, mas o investimento ainda é adequado conforme exista mais gasto de energia.

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