Bahia

Deyvid Bacelar comemora retomada da construção de navios no Estaleiro Enseada do Paraguaçu, em Maragogipe

O investimento visa impulsionar o Estaleiro e o Canteiro de São Roque, com expectativa de que sejam gerados mais de três mil empregos diretos (1000) e indiretos (2000) na região.

25/09/2025 10h53
Deyvid Bacelar comemora retomada da construção de navios no Estaleiro Enseada do Paraguaçu, em Maragogipe
Foto: Divulgação

O coordenador geral da Federação Única dos Petroleiros (FUP), Deyvid Bacelar, comemorou nesta quarta-feira (24) a liberação de R$ 2,97 bilhões, do Fundo da Marinha Mercante, anunciado pelo Ministério dos Portos e Aeroportos para o Estaleiro Enseada do Paraguaçu, localizado no município de Maragogipe, a 157 quilômetros de Salvador. No local, serão construídos seis navios de combate a vazamentos de óleo. O investimento visa impulsionar o Estaleiro e o Canteiro de São Roque, com expectativa de que sejam gerados mais de três mil empregos diretos (1000) e indiretos (2000) na região.

Nos últimos anos, a FUP organizou um movimento e articulou com a Frente Parlamentar Nacional e diversas frentes estaduais a divulgação de um Manifesto em Defesa da Retomada dos Empregos da Indústria Naval, Petróleo e Gás. De acordo com Bacelar, que é membro do Conselhão do presidente Lula, o Estaleiro Enseada tem capacidade para construir navios, sondas e plataformas. “O anúncio feito ontem é a coroação de uma luta intensa que travamos nos últimos anos. É preciso que nossos estaleiros retomem as obras, não somente a construção de navios, plataformas e sondas, mas também o descomissionamento de algumas plataformas da Petrobras”, destacou. Ele lembrou que o Estaleiro Enseada do Paraguaçu e o Canteiro de São Roque, localizados em Maragogipe (BA), chegaram a gerar 7500 empregos diretos no local. “Trabalhadores e trabalhadoras terão agora de volta empregos de qualidade com boas remunerações aqui na Bahia”.

Do total aprovado de R$4 bilhões para 14 projetos em seis estados, a Bahia se destacou com a destinação de mais de 50% dos recursos. Pará, Santa Catarina, Amazona, Rio de Janeiro e Pernambuco também foram contemplados. As embarcações contribuirão para a renovação da frota afretada pela Petrobras. Os recursos do Fundo da Marinha Mercante (FMM) foram solicitados pela offshore Compagnie Maritime Monegasque (CMM), que escolheu o Estaleiro Enseada, na Bahia, por ser o único da Quinta Geração do País, com tecnologia de ponta e capacidade para atender demandas domésticas e internacionais. Além disso, está localizado estrategicamente às margens do Rio Paraguaçu.

De acordo com Bacelar, os próximos passos para a viabilização do projeto são a assinatura do contrato de construção do navio entre o Estaleiro Enseada e a CMM. Em seguida, a CMM fará a contratação do financiamento junto ao BNDES. “A FUP já esteve com o presidente do BNDES Aloísio Mercadante solicitando que seja viabilizada a liberação do financiamento, tendo em vista que os contratos já estão em vigência com a Petrobras”, informou o coordenador da FUP. “As garantias são os próprios contratos”, destacou.

O Estaleiro da Enseada vai construir seis barcaças – navios de transporte de produtos em parceria com a Tenenge. Ao todo, no Brasil, serão construídas 80 barcaças com capacidade de transportar 2.900 toneladas cada. O projeto fomentará a Indústria Naval Brasileira, proporcionando uma grande geração de empregos e crescimento da economia local, trazendo enormes benefícios socioeconômicos para as regiões e para o Brasil.

Histórico

Com 400 mil metros quadrados de área industrial, e dotado de uma infraestrutura capaz de oferecer uma série de vantagens para o desenvolvimento de empreendimentos de grande porte, o canteiro de São Roque, localizado na Enseada do Paraguaçu, contribuiu em anos passados para reativar a indústria naval na Bahia, gerando emprego e renda no Recôncavo baiano. Em 2009 foram construídas duas plataformas auto-elevatórias no Estaleiro Enseada e montadas no Canteiro de São Roque, a P-59 e a P-60, com investimentos da ordem de R$1,7 bi, na época. Havia também projetos de reforma das plataformas Petrobras III e XIV, além da construção do complexo de unidades que atenderiam os campos marítimos de Camorim e Dourado, em Sergipe. Do Canteiro, partiram as estruturas fundamentais da primeira fase de exploração da Bacia de Campos”, ressalta Bacelar.

“Em meados de 2003, foi efetivada a construção de obras como a plataforma de Peroá-Cangoá (PPER-01), destinada à produção de gás no estado do Espírito Santo, a plataforma de Rebombeio Autônoma (PRA-1), implantada na Bacia de Campos (RJ), e a Plataforma do Campo de Manati (PMNT-01), instalada em Cairu (BA).

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