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Correspondente feirense nos EUA detalha sexto dia do conflito no Oriente Médio com escalada militar e tensão política

Guerra avança para nova fase com ataques a instalações militares e navios no Golfo

05/03/2026 16h08
Correspondente feirense nos EUA detalha sexto dia do conflito no Oriente Médio com escalada militar e tensão política
Foto: Divulgação/Aljazeera

O conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã entrou em uma nova fase considerada mais ampla e regionalizada, segundo avaliação da imprensa norte-americana. A intensificação dos ataques, a expansão do confronto para novas áreas e os impactos no comércio internacional têm elevado a preocupação sobre a possibilidade de uma guerra regional de maior escala.

As informações foram atualizadas pela jornalista feirense Brenda Victória, que reside nos Estados Unidos e acompanha de perto a repercussão do conflito na mídia e entre autoridades norte-americanas.

De acordo com Brenda, nas últimas horas os ataques aéreos conduzidos pelos Estados Unidos e por Israel continuaram atingindo alvos estratégicos dentro do território iraniano.

“Por aqui nas últimas horas o conflito entre Estados Unidos e Irã continuou se intensificando e entrou numa fase considerada pelos jornalistas daqui como mais ampla e regionalizada”, relatou.

Segundo ela, as operações militares têm como alvo instalações consideradas estratégicas para a capacidade militar iraniana.

“Os ataques aéreos conduzidos pelos Estados Unidos e por Israel continuam atingindo alvos militares estratégicos dentro do território iraniano, incluindo instalações militares, bases de mísseis e estruturas ligadas ao programa militar do país”, explicou.

Autoridades militares israelenses afirmaram à imprensa norte-americana que a ofensiva entrou em uma segunda fase, com foco na destruição de instalações subterrâneas utilizadas para armazenar mísseis balísticos.

“Essas instalações são consideradas fundamentais para a capacidade de ataque do Irã”, destacou a jornalista.

Em resposta, o governo iraniano lançou novas ondas de mísseis e drones contra Israel e contra bases militares americanas instaladas no Oriente Médio, o que provocou alertas de defesa aérea em várias cidades israelenses e também em países do Golfo.

Centros internacionais de monitoramento de conflitos indicam que centenas de ataques já foram registrados em diferentes partes do Irã desde o início da ofensiva conjunta.

Além disso, Israel ampliou operações contra grupos aliados do Irã no Líbano, movimento que aumenta o risco de que o confronto se transforme em um conflito regional mais amplo.

Mesmo com a escalada militar, autoridades americanas continuam afirmando que o objetivo da campanha é limitado.

“As autoridades americanas afirmam que o objetivo militar da campanha ainda é reduzir a capacidade de ataque do Irã e impedir avanços militares considerados uma ameaça à segurança de Israel e das forças norte-americanas na região”, explicou Brenda.

Nos Estados Unidos, o conflito também tem provocado repercussão política. Um episódio ocorrido durante uma audiência no Senado ganhou destaque na imprensa.

Um ex-fuzileiro naval identificado foi retirado à força após protestar contra a guerra durante uma sessão do comitê das Forças Armadas.

“Ele começou a interromper a audiência gritando críticas à decisão do governo de apoiar a guerra contra o Irã e acusando líderes políticos de conduzirem o país a um novo conflito prolongado no Oriente Médio”, relatou Brenda.

O protesto foi contido por agentes da polícia do Capitólio e por um senador presente na sessão. O vídeo do momento passou a circular nas redes sociais e reacendeu o debate sobre o papel do Congresso na autorização de operações militares.

Com a deterioração da segurança na região, vários países começaram a adotar medidas emergenciais para proteger civis e diplomatas.

No Catar, por exemplo, moradores que vivem nas proximidades da embaixada dos Estados Unidos em Doha foram evacuados após alertas de possíveis ataques e interceptações de drones e mísseis.

“Diversos países e companhias aéreas passaram a suspender ou reduzir voos para o Oriente Médio por conta do fechamento temporário do espaço aéreo e do risco de ataques”, informou a correspondente.

Outro fator que aumenta a preocupação internacional é o avanço dos ataques contra navios petroleiros no Golfo Pérsico, uma das principais rotas mundiais de transporte de petróleo.

Segundo autoridades marítimas e empresas de monitoramento, pelo menos nove embarcações comerciais foram atacadas ou danificadas desde o início da guerra.

“Um petroleiro foi atingido por um barco explosivo controlado remotamente e outro sofreu uma explosão próxima à região do Golfo”, afirmou Brenda.

O Irã também afirmou ter atingido um petroleiro norte-americano, embora os danos ainda estejam sendo verificados por autoridades independentes.

Com a escalada da tensão, centenas de navios passaram a evitar a travessia pelo estreito da região, provocando impactos imediatos no mercado internacional de energia.

“Os preços do petróleo voltaram a subir e vários navios estão aguardando autorização para atravessar a região”, explicou a jornalista.

Com o conflito entrando no sexto dia, autoridades e analistas internacionais alertam que o risco de novos ataques permanece elevado e que a situação pode mudar rapidamente nas próximas horas.

Brenda Victória segue acompanhando a repercussão da guerra diretamente dos Estados Unidos e atualizando as informações para os programas Jornal do Meio Dia e De Olho na Cidade.

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