Política

Cláudio Castro, do PL, renuncia ao cargo de governador do RJ um dia antes de o TSE retomar julgamento que pode torná-lo inelegível

Quem assume interinamente o governo é o presidente do Tribunal de Justiça, desembargador Ricardo Couto de Castro.

24/03/2026 06h29
Cláudio Castro, do PL, renuncia ao cargo de governador do RJ um dia antes de o TSE retomar julgamento que pode torná-lo inelegível
Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, do PL, renunciou ao cargo nesta segunda-feira (23) à noite. Nesta terça-feira (24), o TSE vai retomar o julgamento que pode torná-lo inelegível.

Cláudio Castro, do PL, recebeu secretários, deputados e aliados no Palácio Guanabara para anunciar sua saída depois de quase seis anos como governador:

“Hoje, eu encerro o meu tempo à frente do governo do estado. Vou em busca de novos projetos. Muitas coisas foram feitas. Outras, também, talvez, em um processo de reflexão, de análise, poderíamos ter feito. Mas eu não tenho dúvidas que fica um tempo de gratidão”.

Cláudio Castro disse que deixa o comando do estado para concorrer a uma vaga no Senado. Nesse caso, o Tribunal Superior Eleitoral exige que o candidato se afaste do cargo pelo menos seis meses antes das eleições.

Mas a candidatura de Castro não está garantida. Na terça-feira (24), o TSE retoma um julgamento que vai decidir se ele pode ou não disputar a eleição. A Corte volta a julgar o caso envolvendo o Ceperj, o Centro Estadual de Estatísticas e Pesquisas. A denúncia é que cerca de 27 mil servidores temporários tenham sido contratados pela instituição, mas atuaram como cabos eleitorais do grupo político de Cláudio Castro nas eleições de 2022. Sete ministros julgam a inelegibilidade e a cassação de Castro e do presidente afastado da Assembleia Legislativa, Rodrigo Bacellar, do União Brasil. Dois ministros já votaram pela condenação.

A cadeira deixada por Cláudio Castro nesta segunda-feira (23) não será ocupada pelo vice. Thiago Pampolha renunciou em 2025 para se tornar conselheiro do Tribunal de Contas do Estado. A opção seguinte seria o presidente da Alerj, mas Rodrigo Bacellar está afastado da presidência por suspeita de envolvimento com o Comando Vermelho. Ele nega as acusações.

Então, quem assume interinamente o governo é o presidente do Tribunal de Justiça, desembargador Ricardo Couto de Castro. O desembargador tem até 48 horas para convocar uma eleição indireta que deve ocorrer dentro de um mês. Ou seja, quem vai eleger o novo governador são os 70 deputados estaduais.

E, nessa situação, quem pode concorrer? Qualquer brasileiro com mais de 30 anos, com domicílio no estado e filiado a um partido político. É um mandato-tampão. O novo governador eleito ficará no cargo somente até o início de janeiro de 2027.

Na semana passada, o ministro Luiz Fux, do STF – Supremo Tribunal Federal, mudou as regras dessa eleição indireta. O voto dos deputados passa a ser secreto, e não poderá participar da disputa quem ocupou um cargo no Executivo nos últimos seis meses antes do pleito. A decisão de Fux, em caráter liminar, ainda pode ser revertida pelo próprio ministro ou pelo plenário do STF.

*Com informações g1

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