Feira de Santana

Cesta básica em Feira de Santana fecha dezembro com alta de 4,94%

O conjunto de produtos alimentares passou a custar R$ 546,75, segundo os critérios estabelecidos pelo Decreto-Lei nº 399/1938

11/01/2026 12h14
Cesta básica em Feira de Santana fecha dezembro com alta de 4,94%
Foto: Divulgação

O custo da cesta básica em Feira de Santana subiu 4,94% no mês de dezembro de 2025, conforme boletim divulgado pelo programa “Conhecendo a Economia Feirense: o custo da cesta básica e indicadores socioeconômicos”, da Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefs). O conjunto de produtos alimentares passou a custar R$ 546,75, segundo os critérios estabelecidos pelo Decreto-Lei nº 399/1938, que define 12 itens essenciais.

Entre os 12 produtos pesquisados, quatro apresentaram redução de preço em dezembro, com destaque para a manteiga (-4,37%) e o açúcar (-3,60%). No entanto, a elevação em outros itens foi suficiente para pressionar a média mensal. O tomate registrou aumento expressivo de 25%, seguido pela banana (10,67%) e pela carne (4,46%), que figuraram entre os principais responsáveis pela alta da cesta.

Queda no trimestre, mas avanço anual

A análise comparativa do último trimestre (outubro, novembro e dezembro) mostra que, apesar da alta em dezembro, a cesta básica apresentou redução acumulada de 1,39%. A maioria dos alimentos teve queda no período, com exceção da carne, da farinha de mandioca e do feijão.

No recorte anual, de dezembro de 2024 a dezembro de 2025, nove dos 12 produtos também tiveram retração nos preços, especialmente arroz, açúcar e óleo de soja. Ainda assim, o custo final da cesta subiu 1,11% no ano, influenciado principalmente pelo aumento do café.

O boletim ainda aponta que, ao longo dos últimos 12 meses, os preços oscilaram. Houve tendência de alta entre dezembro de 2024 e abril de 2025, seguida por uma trajetória de queda até novembro. A exceção foi um repique observado em julho de 2025.

Segundo a pesquisa, a queda dos preços se estendeu além do esperado, normalmente até outubro, o que indica pequenas irregularidades no comportamento do mercado. Caso o ciclo se repita, é possível que haja novas elevações até abril de 2026.

Café da manhã e almoço representam 75% do custo total

A pesquisa também calculou quanto cada alimento pesa no total da cesta. A carne, o pão e a banana-prata foram os itens com maior impacto no valor final, enquanto arroz, açúcar e óleo de soja tiveram menor participação.

As refeições básicas do dia, café da manhã e almoço, representaram 75,71% do valor total da cesta. O consumidor feirense gastou em média R$ 204,15 com alimentos típicos do café da manhã (pão, manteiga, café, leite e açúcar), um aumento de 0,88% em relação ao mês anterior. Já o custo do almoço (arroz, feijão, farinha e carne) chegou a R$ 209,79, alta de 3,06% em comparação a novembro.

Impactos no salário mínimo

Segundo a análise da Uefs, o preço da cesta básica comprometeu 38,94% do salário mínimo líquido do trabalhador em dezembro, 0,04 ponto percentual acima do registrado no mês anterior. Para adquirir os itens essenciais, o trabalhador precisou dedicar 85 horas e 39 minutos de trabalho, o que representa quatro horas e dois minutos a mais do que em novembro.

A pesquisa completa pode ser conferida aqui.

*com informações UEFS.BR

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