Centro de Referência Maria Quitéria fortalece rede de enfrentamento à violência contra mulheres em Feira
Somente em 2025, cerca de três mil mulheres foram atendidas pelo centro.

Encerrando a série especial de reportagens sobre o enfrentamento da violência contra a mulher, a quarta matéria destaca o trabalho realizado pelo Centro de Referência Maria Quitéria (CRMQ), equipamento vinculado à Secretaria de Políticas Públicas para Mulheres que atua no acolhimento e acompanhamento de vítimas de violência doméstica.
A coordenadora do centro, Waleska Naura, psicóloga clínica, explica que o espaço oferece atendimento especializado e acompanhamento contínuo para ajudar as mulheres a reconstruírem suas vidas após situações de violência.

“Pra quem não conhece, o Centro de Referência Maria Quitéria é um equipamento vinculado à Secretaria de Políticas Públicas para Mulheres e atua no combate à violência doméstica”, explicou.
Segundo ela, o atendimento pode ocorrer de diferentes formas, seja por iniciativa da própria mulher ou encaminhamentos realizados por outros órgãos da rede de proteção.
“Essas mulheres chegam até nós através de demanda espontânea ou quando estão com medida protetiva. Aqui elas recebem um atendimento multiprofissional, com acompanhamento psicológico e orientação jurídica”, destacou.
Acompanhamento para reconstruir a vida
O trabalho desenvolvido pelo centro vai além do atendimento inicial, incluindo acompanhamento contínuo das mulheres atendidas.
“Ao longo do tempo, a gente vai monitorando essas mulheres para entender como elas estão e como estão conseguindo ressignificar a violência e refazer a vida delas”, afirmou Waleska.
De acordo com a coordenadora, o número de atendimentos mostra a dimensão da demanda por esse tipo de serviço. Somente em 2025, cerca de três mil mulheres foram atendidas pelo centro.
“Em 2025 nós atendemos aproximadamente três mil mulheres. Já neste ano de 2026, até o momento, cerca de 347 mulheres já passaram pelo atendimento”, informou.
Denúncia pode salvar vidas
A coordenadora também reforça a importância da denúncia e da participação da sociedade no combate à violência contra a mulher, lembrando que muitos casos ainda permanecem invisíveis por conta de barreiras culturais.
“A gente ainda convive com uma ideia muito cultural de que em briga de marido e mulher não se mete a colher. Mas muitas vezes uma denúncia pode salvar vidas”, alertou.
Para Waleska Naura, romper o silêncio é fundamental para que as vítimas tenham acesso à rede de proteção e consigam sair do ciclo de violência.
Série especial
A série especial sobre o enfrentamento da violência contra a mulher trouxe, ao longo da semana, reportagens sobre os sinais iniciais da violência doméstica, a importância da defesa pessoal, os impactos da violência psicológica e os caminhos de apoio disponíveis para as vítimas.
A iniciativa faz parte do Projeto Março Mulher, que promove durante todo o mês debates, entrevistas e reportagens voltadas à conscientização e valorização das mulheres.
As matérias foram produzidas pela repórter Isabel Bomfim e veiculadas nos programas Cidade em Pauta (Nordeste FM 95.3), Jornal do Meio Dia (Princesa FM 96.9) e De Olho na Cidade (Sociedade News FM 102.1), além de publicações no portal de notícias De Olho na Cidade e nas redes sociais dos programas.
*Com informações da repórter Isabel Bomfim






