CDL reúne entidades e SMT para discutir mobilidade urbana e impactos no comércio de Feira de Santana
O encontro foi convocado pelo presidente da CDL, Juscelino Brito, após um pedido do superintendente de trânsito, Ricardo Cunha

A Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Feira de Santana promoveu, na quarta-feira (11), uma reunião com representantes de entidades do comércio e da Superintendência Municipal de Trânsito (SMT) para discutir os desafios da mobilidade urbana na cidade e os impactos diretos no funcionamento das empresas.
O encontro foi convocado pelo presidente da CDL, Juscelino Brito, após um pedido do superintendente de trânsito, Ricardo Cunha, que buscou ouvir o setor produtivo e construir soluções conjuntas para os problemas enfrentados no trânsito da cidade.
Em entrevista ao programa Jornal do Meio Dia da Rádio Princesa FM, Brito afirmou que a proposta é envolver os empresários no debate e na busca por alternativas que reduzam os impactos tanto para a população quanto para o comércio.
“O superintendente de trânsito nos procurou porque entende que os empresários precisam estar imbuídos nessa busca por soluções para o trânsito. Quando se faz uma intervenção, muitas vezes alguém é impactado: pode ser a população ou as empresas. Então é importante que as entidades também participem e tragam ideias”, explicou.
Durante a reunião, foram discutidos exemplos de locais onde o trânsito tem causado dificuldades, principalmente nos horários de pico.
Brito destacou que algumas mudanças no trânsito podem afetar diretamente a sobrevivência de empresas instaladas em determinadas áreas.
“Existem situações em que uma intervenção pode prejudicar o fluxo e até levar uma empresa a deixar de existir, porque as pessoas não conseguem estacionar ou acessar o local”, afirmou.
Para o presidente da CDL, ouvir a população e os setores produtivos é essencial para que as decisões sejam mais equilibradas.
“A população precisa ser escutada, porque é ela que sofre com os problemas do trânsito. Quem passa pela Getúlio Vargas ou pelos viadutos no final da tarde sabe o quanto isso é difícil”, disse.
Entre as propostas discutidas estão alternativas que possam reduzir a quantidade de veículos nas ruas, como o incentivo à carona solidária.
Brito citou como exemplo uma experiência observada em um grupo de corrida do qual participa.
“Quando tem corrida em um local mais distante, o pessoal organiza carona solidária. Em vez de trinta carros, aparecem dez ou doze. Veja como isso já reduz o trânsito. São ideias que precisam ser discutidas, como até pensar em faixas específicas para veículos com mais pessoas”, comentou.
Outra sugestão apresentada foi a criação de bolsões de estacionamento em áreas estratégicas para diminuir o congestionamento em avenidas importantes, como a Avenida Iguatemi.
“Se tivesse um bolsão de estacionamento da prefeitura, muitas pessoas poderiam parar ali e evitar que todos os carros fiquem parados na avenida, que já tem dificuldade de fluxo”, explicou.
Outro ponto abordado na reunião foi o impacto de eventos esportivos, como corridas e competições de ciclismo, que costumam interditar avenidas importantes da cidade.
Brito relatou um caso recente em que comerciantes foram prejudicados por falta de informação sobre uma interdição na Avenida Maria Quitéria.
“Às vezes o comerciante se prepara para uma data importante e não sabe que a via estará interditada. Isso pode prejudicar vendas em dias estratégicos, como o Dia da Mulher ou o Dia das Mães”, pontuou.
Como alternativa, ele sugeriu a criação de espaços específicos para grandes eventos esportivos.
“Se tivéssemos uma área própria para corridas, onde cinco mil pessoas pudessem participar sem precisar interditar avenidas, isso reduziria muito o impacto na mobilidade”, afirmou, citando como exemplo projetos de revitalização de áreas como a Lagoa Subaé.
De acordo com o presidente da CDL, o encontro foi considerado produtivo e gerou diversas ideias que deverão ser aprofundadas em novas reuniões.
“Conversamos bastante e surgiram muitas ideias. Já temos inclusive uma nova reunião marcada para continuar esse debate e ajudar o município a encontrar soluções para uma cidade que cresce de forma tão acelerada”, disse.






