Casos de dengue caem drasticamente em Feira de Santana após ações integradas da Prefeitura
Trabalho conjunto entre Saúde, agentes de endemias e Serviços Públicos contribuiu para redução dos índices da doença, afirma secretário

Os casos de dengue em Feira de Santana apresentaram uma queda significativa ao longo de 2025, resultado de um conjunto de ações planejadas e integradas entre a Secretaria Municipal de Saúde e outras pastas da administração pública. A avaliação foi feita pelo secretário de Saúde, Rodrigo Matos, ao comentar os avanços do setor durante o balanço anual da gestão.
De acordo com o secretário, o cenário enfrentado no ano anterior, marcado por superlotação em unidades de saúde e risco elevado de complicações, não se repetiu com a mesma intensidade em 2025.
“No ano passado se falava muito em dengue, em montar tendas por causa do risco de morte e porque as policlínicas não estavam dando conta. Este ano, o número de casos caiu drasticamente”, afirmou.
Conforme levantamento divulgado pela Prefeitura de Feira em outubro deste ano; até setembro, o município registrou 2.015 notificações e 532 casos confirmados. Em 2024, no ano inteiro, foram 17.144 notificações e 8.362 confirmações. Na comparação, houve queda expressiva tanto em relação às notificações, quando em relação aos casos confirmados, refletindo resposta rápida e contínua da rede municipal.
Rodrigo Matos destacou que a redução não aconteceu de forma aleatória, mas foi fruto de planejamento e de um trabalho intersetorial, envolvendo especialmente os agentes de endemias e a Secretaria de Serviços Públicos. Segundo ele, bairros que historicamente apresentavam altos índices de casos, como Parque Ipê, Tomba e Cidade Nova, receberam ações direcionadas e monitoramento constante.
“Os agentes de endemias tiveram um papel fundamental, assim como a Secretaria de Serviços Públicos, que realizou mutirões de limpeza nos locais que a gente identificava com maior índice de infestação. A gente mapeou os principais gargalos, atuou de forma pontual nessas áreas e conseguimos reduzir o índice de infestação, o que impactou diretamente nos indicadores da cidade”, explicou.
O secretário ressaltou ainda que os resultados obtidos reforçam a importância da gestão baseada em dados, planejamento e transparência, especialmente com a saúde pública.
“Indicador bom não vem por acaso. Ele vem com trabalho, planejamento, ações assertivas e transparência. É isso que faz a diferença no atendimento à população. Quando você planeja, age antes e trabalha de forma integrada, o impacto é muito maior. Isso nos dá a confiança de que podemos avançar ainda mais em 2026”, pontuou.






