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Camarote interditado e milhões bloqueados: Operação ganha novos desdobramentos em Feira de Santana

Polícia Civil da Bahia apura possível envolvimento de advogado com atuação em Feira de Santana; profissional foi preso por desacato durante buscas

16/02/2026 08h05
Camarote interditado e milhões bloqueados: Operação ganha novos desdobramentos em Feira de Santana
Foto: ASCOM PCBA

A Polícia Civil da Bahia deflagrou, na última quarta-feira (11), mais uma fase da Operação Falsas Promessas 3, que investiga um suposto esquema de lavagem de dinheiro e exploração ilegal de rifas virtuais com possível ligação com organizações criminosas. A ação resultou na suspensão das atividades de um camarote no Carnaval de Salvador, bloqueio de cerca de R$ 230 milhões e apreensão de uma aeronave avaliada em mais de R$ 10 milhões.

De acordo com as investigações conduzidas pelo Departamento de Repressão e Combate ao Crime Organizado (Draco), o grupo utilizaria empresas de fachada, intermediadoras de pagamento e pessoas interpostas para movimentar valores considerados incompatíveis com as atividades formalmente declaradas. A suspeita é de que rifas comercializadas por preços muito baixos nas redes sociais teriam sido usadas para pulverizar transações financeiras e dificultar o rastreamento dos recursos.

Dentro desse contexto, há também a suspeita envolvendo um advogado com atuação em Feira de Santana. Durante o cumprimento de mandado em seu escritório em Salvador, ele foi preso por desacato à autoridade após um desentendimento com os agentes. A Polícia Civil ainda não detalhou qual seria o grau de envolvimento e o motivo do mandado de busca e apreensão.

A operação cumpriu mandados de busca e apreensão nas cidades de Feira de Santana, Salvador, Camaçari, São Paulo e São Bernardo do Campo. Durante as diligências, foram apreendidos dispositivos eletrônicos, documentos e outros materiais que devem auxiliar no aprofundamento das apurações.

Além do bloqueio de contas e da apreensão da aeronave, o camarote interditado pela Justiça é apontado no inquérito como possível instrumento de ocultação e dissimulação de recursos obtidos por meio das rifas investigadas. A estrutura foi impedida de funcionar às vésperas do Carnaval e poderá ser utilizada pelas forças de segurança como ponto estratégico de monitoramento.

As investigações continuam para identificar todos os envolvidos e apurar a extensão do esquema, inclusive a possível conexão com outros estados.

Leia também:

Investigação sobre rifas clandestinas leva à suspensão de camarote no Carnaval de Salvador

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