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Brasileira na Ucrânia detalha realidade no país um ano após início da guerra

Conflito causou ‘deslocamento populacional forçado mais rápido desde a Segunda Guerra Mundial’, segundo as Nações Unidas

24/02/2023 12h01
Brasileira na Ucrânia detalha realidade no país um ano após início da guerra
Foto: Reprodução Redes Sociais

Até o início de fevereiro, a embaixada do Brasil em Kiev registrava a presença de cerca de 20 brasileiros em território ucraniano. Um ano atrás, antes do início do conflito que pode ter vitimado até 7 mil civis e 200 mil militares, a conta era de mais de 500 nacionais vivendo no país do Leste Europeu.

A grande maioria dos brasileiros, assim como muitos outros estrangeiros que moravam na Ucrânia antes da invasão russa em 24 de fevereiro de 2022, deixaram o país às pressas assim que a operação militar ordenada por Vladimir Putin foi lançada. Milhares de ucranianos também fugiram do conflito.

Clara Magalhães, de 31 anos, é uma brasileira que ajudou centenas de estrangeiros através da Frente BrazUcra. Ao De Olho na Cidade ela contou que em algumas regiões do país a situação ainda é de muita tensão,

“A situação dos moradores varia muito dependendo da localidade de onde moram, por exemplo, as pessoas que moram no Oeste ou até no Centro da Ucrânia tem um risco de invasão muito menor por terra e os ataques aéreos também são reduzidos apesar de ainda ter riscos, quando a gente vai se aproximando da região Leste, Nordeste e Sul da Ucrânia temos uma grande diferença pelo nível de periculosidade, por ter invasão ou por terem sido territórios que estavam sob controle russo, muitos vilarejos estão completamente destruídos, outras cidades grandes ainda sofrem com artilharia constante e nisso a gente tem as pessoas tentando retomar uma normalidade, algumas tem emprego e conseguiram ficar em casa, milhões estão desempregadas e ainda temos um fluxo enorme de pessoas que foram para a Europa e outros países, mas continua muito tenso aqui especialmente na região Leste da Ucrânia.”

Após um longo trabalho com a Frente BrazUcra, Clara conseguiu formalizar uma ONG chamada Robin Hood Project Ucrânia.

“A Frente BrazUcra mudou também com esse um ano de guerra, a gente ainda trabalha como grupo de forma online, mas hoje eu também formalizei uma ONG chamada e a gente atua aqui de forma legítima como instituição dentro da Ucrânia como suporte das pessoas que ajudavam desde o começo a Frente BrazUcra e também com outros brasileiros que interagem pelas redes sociais.”

Doze meses se passaram, mas as dificuldades continuam. Clara afirma que ainda não há uma previsão para o fim da guerra.

“A expectativa que a guerra acabe o mais rápido possível existe, tem um custo de vida muito alto aqui, muitas mortes, não só de militares, mas de civis e voluntários também, além do impacto de infraestrutura e psicológico, mas a gente não tem uma previsão para o fim da guerra, completando um ano agora há a expectativa de um novo avanço russo de forma terrestre, então é muito difícil ter uma previsão de quando a guerra acaba.”

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