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Brasil lança plano para aumentar financiamento climático para US$ 1,3 trilhão por ano

O texto reforça o papel dos financiamentos para manter a confiança nos esforços climáticos multilaterais, uma vez que as emissões continuam a aumentar

06/11/2025 11h50
Brasil lança plano para aumentar financiamento climático para US$ 1,3 trilhão por ano
Foto: Ricardo Stuckert/Presidência da República

Após um ano de negociações, o Brasil apresentou na quarta-feira (6) seu plano para aumentar o financiamento climático para US$ 1,3 trilhão por ano. A medida vem na esteira das ações para a Conferência das Nações Unidas sobre o Clima, a COP30, que começa na próxima segunda-feira (10), em Belém. As informações são da agência britânica Reuters.

O documento de quase 100 páginas, batizado de Baku to Belem Roadmap (Roteiro de Baku a Belém), em referencia à cidade do Azerbaijão que recebeu a última edição da COP antes da capital paraense, é resultado de meses de conversas com as partes interessadas desde o encerramento do evento do ano passado no país do Cáucaso.

O texto reforça o papel dos financiamentos para manter a confiança nos esforços climáticos multilaterais, uma vez que as emissões continuam a aumentar, deixando alguns dos países mais pobres em maior risco de eventos climáticos extremos.

O cenário político, no entanto, é mais complexo, com a pressão para definir quem controla as emissões sofrendo um novo revés após a União Europeia fechar um acordo de última hora para reduzir as emissões em 90% até 2040, mas apenas com a inclusão de uma flexibilidade que o enfraquece.

“A UE fez uma escolha perigosa hoje”, disse Jeroen Gerlag, diretor do escritório europeu do Climate Group. “É um sinal decepcionante de liderança, já que estamos indo para a COP30 na próxima semana.”

Quem também recuou antes do início do evento no Brasil foi o Reino Unido. A nação europeia afirmou que não comprometerá dinheiro no evento para um plano de proteção das florestas tropicais do mundo, o Fundo Florestas Tropicais para Sempre (TFFF, na sigla em inglês) — visto como um dos principais objetivos dos anfitriões, visando arrecadar US$ 125 bilhões.

A decisão decepcionou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, disseram fontes à Reuters, especialmente porque o Reino Unido ajudou a criá-lo e Lula havia escrito pessoalmente ao primeiro-ministro Keir Starmer na última sexta-feira (31) para solicitar um investimento.

Separadamente, Lula se reuniu com a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, com o presidente da Finlândia, Alexander Stubb, e com Ding Xuexiang, vice-premiê do Conselho de Estado da China, para pedir contribuições, de acordo com fontes que pediram para permanecer anônimas.

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