COP 30

Belém passa por grande transformação para receber a Copa 30, relata professora

Com a proximidade da COP, Belém registrou um grande fluxo de visitantes, jornalistas e ativistas políticos.

09/11/2025 08h05
Belém passa por grande transformação para receber a Copa 30, relata professora
Foto: Fernando Sette

A cidade de Belém do Pará vive um momento de grande expectativa e transformação às vésperas da COP 30, que começa oficialmente na próxima segunda-feira (10). A professora universitária Priscila Camargo Ferreira, que já morou em Feira de Santana e reside há alguns anos em Belém, relatou ao Jornal do Meio Dia da Rádio Princesa FM as mudanças estruturais e o clima na capital paraense às vésperas do evento internacional.

“Houveram muitas mudanças de infraestrutura, em lugares turísticos e nos serviços ao público. Estamos vendo uma transformação profunda e muito grande na cidade”, afirmou Priscila.

Com a proximidade da COP, Belém registrou um grande fluxo de visitantes, jornalistas e ativistas políticos. A professora destacou que, para melhorar a mobilidade urbana, as escolas e universidades entraram em recesso. “Muitos moradores estão saindo, mas a movimentação é intensa com a chegada de pessoas do exterior. A cidade está vivendo um momento único”, observou.

Um dos temas mais comentados foi a polêmica sobre os preços das hospedagens, que chegaram a disparar com o aumento da demanda.

“Houve uma confusão grande. As pessoas viram uma chance de renda extra, mas os preços fugiram do controle. O governo precisou intervir e mobilizou dois grandes navios para receber autoridades e turistas, o que ajudou a equilibrar os valores”, explicou.

Segundo Priscila, cidades da região metropolitana, como Castanhal e Marituba, também estão recebendo turistas. “Castanhal fica a cerca de 100 quilômetros de Belém e tem sido uma opção viável de hospedagem”, completou.

Entre as principais obras estruturais entregues está a avenida Doca de Souza Franco, totalmente revitalizada. “Hoje temos dois parques lineares e novos espaços de lazer”, destacou.

A cidade também ganhou dois novos museus dedicados à Amazônia, além da revitalização do Mercado de São Brás, que passou a abrigar restaurantes regionais.

“Antes o mercado estava abandonado, agora é um ponto turístico. A cidade está muito mais bonita, muito diferente de dois anos atrás”, comentou Priscila.

Priscila fez questão de alertar os visitantes sobre o clima quente e úmido da capital paraense.

“Aqui é muito quente e úmido, diferente da Bahia. Estamos com 30 graus agora, mas já tivemos dias de 33 e 34. A pessoa transpira o tempo todo”, contou, rindo.

Comparando com Feira de Santana, onde morou por mais de dez anos, ela destacou: “Feira é quente, mas dá pra andar nas ruas. Aqui em Belém é mais abafado, por causa do rio. Mesmo assim, é uma cidade muito gostosa de viver, com um povo acolhedor e uma cultura riquíssima.”

Durante a conversa, a professora também falou sobre a culinária local. “Quem vier pra cá precisa provar o tacacá. É uma espécie de sopa feita com tucupi, jambu e camarão, quando a gente come, a boca fica até tremendo. Mas o prato que melhor representa Belém Pato no Tucupi e a maniçoba, que aqui é diferente da Bahia.”

A professora também chamou atenção para os efeitos das mudanças climáticas na região. “As chuvas estão fora de época e o calor está mais intenso. Aqui estamos no coração da Amazônia, mas só ela não resolve o problema do mundo. Cada país precisa fazer a sua parte”, refletiu.

O Jornal do Meio Dia, da Rádio Princesa FM, e o programa De Olho na Cidade, da Rádio Sociedade News FM, acompanharão de perto a movimentação e as notícias da COP 30, com cobertura especial também pelo portal deolhonacidade.net, além das redes sociais.

“Belém está muito diferente, mais moderna, acolhedora e pronta para o mundo. Vai ser um momento histórico para o Pará e para o Brasil”, concluiu Priscila Camargo.

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