Feira de Santana

Avenida Maria Quitéria: relevante via para integração urbana e avanço do comércio

Um dos comerciantes mais antigos das ruas no entorno da avenida é Luiz de Jesus Moreira, que atua há mais de 30 anos no ramo e testemunhou o desenvolvimento da região

01/09/2022 11h56
Avenida Maria Quitéria: relevante via para integração urbana e avanço do comércio
Foto: Kleiton Costa

Kleiton Costa

Considerada uma das mais antigas vias de tráfego de Feira de Santana, a Avenida Maria Quitéria tem na sua história a necessidade de integração entre os extremos da cidade e a importância para o setor comercial. 

A avenida foi construída na década de 50, mesmo período do surgimento da João Durval Carneiro. Liga as regiões norte e sul da cidade, favorecendo o tráfego e abrigando hoje uma infinidade de estabelecimentos – bancos, lojas, restaurantes, clínicas, laboratórios e até casa de eventos. 

Um dos comerciantes mais antigos das ruas no entorno da avenida é Luiz de Jesus Moreira, que atua há mais de 30 anos no ramo e testemunhou o desenvolvimento da região. “Quando começamos aqui não havia pavimentação. A avenida foi se desenvolvendo e o governo decidiu pavimentar e hoje essa via se tornou muito importante para o comércio de veículos”.  

Proprietário das lojas Lula Veículos e Menezes Car, Luiz conta que as revendedoras de carros da avenida atraem clientes de várias cidades vizinhas. “Todos que querem adquirir um veículo vêm para a Maria Quitéria”. Segundo ele, o nome da avenida se tornou famoso em diversas cidades pela tradição de reunir lojas de veículos.  

Quando as primeiras lojas de carro surgiram na avenida, o Fiat Uno estava entre os mais buscados. “Era um carro mais resistente, inclusive para a zona rural. Veio o Gol, mas as pessoas procuravam também o Chevetti, Brasília, Variante, Caravan, Monza e Opala”, relatou Luiz Moreira, mais conhecido como Lula.

Se hoje um financiamento bancário de veículo assusta e preocupa os consumidores, há mais de 30 anos os juros já eram uma forma de exploração, segundo Luiz Moreira. “As taxas eram altíssimas. O consumidor não tinha muita escolha, eram poucas lojas, e os bancos eram abusivos, cobrando o que queriam”, lembra o comerciante.

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