Atuação na Defesa Civil leva baiana à COP30 para fortalecer ações em áreas vulneráveis
Tatiane destaca que sua vivência pessoal e profissional reforça diariamente o impacto das mudanças climáticas nas populações mais vulneráveis.

A assistente social e integrante da Defesa Civil de Salvador, Tatiane Aboim, participou da COP30 em Belém e descreveu a experiência como transformadora. Atuante em comunidades vulneráveis da capital baiana, ela afirma que o encontro internacional reforçou ainda mais sua missão de enfrentar desigualdades e fortalecer ações de prevenção a desastres.
“Está sendo fantástico. Foi um sonho participar de uma conferência tão incrível sobre um tema que me atravessa de diversas formas: justiça social, clima, meio ambiente e a emergência climática que estamos vivendo”, afirmou.
Tatiane destaca que a vivência pessoal e profissional reforça diariamente o impacto das mudanças climáticas nas populações mais vulneráveis.
“Eu sou de Salvador, onde existem várias comunidades em áreas de risco. O racismo ambiental dentro da nossa cidade é gritante. Muitas pessoas, em sua maioria negras, convivem com desastres, desabamentos e deslizamentos.”
Atuando na Defesa Civil, ela participa de ações educativas e preventivas, especialmente ligadas ao monitoramento de áreas vulneráveis.
“Depois de estar dentro da Defesa Civil, meu interesse pela questão ambiental cresceu de forma gigantesca. Me interessa fazer parte da mudança. Eu quero fazer parte.”
A assistente social participa de projetos como o Defesa Civil nas Escolas e os Núcleos de Proteção e Defesa Civil, levando informação e capacitação às comunidades.
“A gente capacita as pessoas falando sobre questões ambientais, primeiros socorros e percepção de risco. É importante que esse tema, ainda muito fechado, chegue às comunidades.”
Ela destaca ainda que é responsável pelo módulo ambiental aplicado nas escolas e nas formações comunitárias.

Tatiane conta que decidiu ir a Belém por conta própria para se preparar melhor para atuar na linha de frente.
“Quando eu vi o edital, disse: ‘Eu vou’. Foi um investimento e uma capacitação pessoal para estar apta a contribuir nessa transformação.”
Para ela, o maior desafio após o evento é transformar o aprendizado em ação cotidiana dentro das comunidades de Salvador.
“O desafio é diluir tudo que aprendi aqui e levar com responsabilidade e consciência para as comunidades onde atuo e de onde venho.”
Ela reforça que é essencial traduzir conceitos complexos para uma linguagem acessível.
“Quero levar esse conhecimento de forma simples, para que todos entendam. Falar sobre lixo, desperdício, percepção de risco, tudo isso ajuda a evitar desabamentos e deslizamentos.”
Tatiane destaca que o compromisso é fortalecer quem tem menos acesso à informação.
“É importante democratizar esse conhecimento para pessoas que não têm recursos. Todos precisam entender o que está acontecendo com o planeta para que possam agir.”
*Com informações de Jorge Biancchi, direto da COP 30 em Belém






