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Aposentadoria em 2026 terá regras mais duras e exige planejamento, alerta especialista

Especialista alerta que endurecimento das regras de transição, aumento da idade mínima e mudanças no cálculo podem adiar o benefício e reduzir o valor da aposentadoria

09/01/2026 16h48
Aposentadoria em 2026 terá regras mais duras e exige planejamento, alerta especialista
Foto: Agência Brasil

Com a chegada de 2026, trabalhadores que aguardam a aposentadoria pelo INSS enfrentam um cenário cada vez mais desafiador. As regras de transição da Reforma da Previdência continuam sendo endurecidas, exigindo mais idade, maior pontuação e, em muitos casos, mais tempo de trabalho do que o inicialmente previsto.

De acordo com o advogado previdenciário Gabriel Sampaio Vitorino, muitos segurados são surpreendidos ao perceber que ainda não podem se aposentar.

“Em 2026, o principal desafio dos trabalhadores e segurados é que as regras de transição continuam ficando mais duras a cada ano. A pontuação aumenta, a idade mínima sobe e, na prática, muita gente que achava que já estava perto de se aposentar acaba descobrindo que precisa trabalhar mais tempo”, explicou.

Outro problema frequente é a falta de planejamento previdenciário. Segundo o especialista, muitos segurados não sabem exatamente qual é a sua situação junto ao INSS.

“Muitos não sabem quanto tempo têm reconhecido, se existem contribuições em atraso, vínculos não computados ou até períodos especiais que poderiam antecipar a aposentadoria”, destacou.

Além da dificuldade em cumprir os requisitos, há também um impacto financeiro significativo. Quem não consegue se enquadrar na regra de transição mais vantajosa pode acabar recebendo um benefício menor.

“O desafio hoje não é só cumprir idade ou pontuação, mas não perder dinheiro na aposentadoria por falta de informação ou estratégia”, alertou Gabriel.

Atualmente, o cálculo do benefício considera 100% das contribuições feitas ao longo da vida, inclusive as mais baixas, geralmente do início da carreira.

“Isso puxa o valor da aposentadoria para baixo e muita gente só percebe quando vê quanto realmente vai receber”, afirmou.

O advogado reforça que quem começou a contribuir antes da Reforma da Previdência, em 2019, ainda pode ter acesso a regras de transição mais vantajosas. Já quem iniciou as contribuições após a reforma entra diretamente nas regras definitivas, que exigem idade maior e costumam reduzir o valor do benefício.

“Uma decisão errada pode significar uma aposentadoria menor por muitos e muitos anos”, ressaltou.

Regras que mudam em 2026

Dr. Gabriel detalhou as duas principais regras de transição que sofreram alterações de 2025 para 2026:

Na regra da idade mínima progressiva, o tempo de contribuição permanece o mesmo, mas a idade mínima aumenta seis meses a cada ano.

Já na regra dos pontos, que soma idade e tempo de contribuição, a pontuação exigida aumenta um ponto por ano. Em 2026 será necessário atingir:

O advogado lembrou que a aposentadoria por idade urbana continua exigindo 65 anos para homens e 62 anos para mulheres, ambos com 15 anos de contribuição, mas reforçou que quem começou a contribuir antes de 2019 deve verificar se pode se beneficiar das regras de transição.

“Por isso, é fundamental entender qual é a melhor regra para cada segurado antes de pedir o benefício”, concluiu.

*Com informações do repórter JP Miranda

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