Após 28 anos, acusado de matar auditor que viveu em Feira de Santana é preso no Amazonas
Carlos estava foragido há 28 anos e, segundo a investigação, teria recebido R$ 11 mil para cometer o crime.
Foi preso em Manaus (AM), nesta quarta-feira (3), Carlos Robério Vieira Pereira, de 60 anos, condenado pelo assassinato do auditor fiscal José Raimundo Aras, ocorrido em 1996, em Petrolina (PE). O crime, que ficou conhecido como “Caso Aras”, ocorreu após a vítima se recusar a aceitar propina de empresários investigados por sonegação fiscal. O assassino foi condenado a 18 anos de prisão e estava foragido há 28 anos.
Carlos Robério foi preso em Manaus, onde vivia há mais de 20 anos como empresário do setor de transportes. Segundo a Polícia Civil, ele teria recebido R$ 11 mil para cometer o crime. A prisão ocorreu após investigações da polícia baiana identificarem seu paradeiro.
José Raimundo Aras viveu grande parte de sua vida em Feira de Santana e foi um dos principais nomes no combate à chamada “Máfia do Açúcar”, que fraudava impostos em Pernambuco. Sociólogo formado pela UFBA, ele também atuou como professor estadual em Feira e manteve a Gráfica Subaé ao lado do irmão, o ex-deputado Roque Aras.
O auditor fiscal investigava um grupo conhecido como “Máfia do Açúcar”, envolvido em fraudes e sonegação no setor sucroalcooleiro em Pernambuco. A recusa em aceitar propina foi o que, segundo a polícia, motivou a sua morte.
José Aras deixou dois filhos: o procurador federal Vladmir Aras e o empresário feirense Tiago Aras, que disputou uma vaga na Câmara Municipal de Feira de Santana pelo PSB em 2024.