Aneurisma dissecante da aorta: cardiologista explica gravidade da condição após morte da jornalista Wanda Chase
O cardiologista Dr. Cláudio Rocha, do IDM Cardio, comentou sobre os riscos e fatores que contribuem para o desenvolvimento da doença.
A morte da jornalista Wanda Chase, na quarta-feira (2), em Salvador, após uma cirurgia para tratar um aneurisma dissecante da aorta, reacendeu o alerta sobre a gravidade dessa condição. O cardiologista Dr. Cláudio Rocha, do IDM Cardio, comentou sobre os riscos e fatores que contribuem para o desenvolvimento da doença.
“O aneurisma é o aumento anormal da artéria chamada aorta, que sai do coração. A principal causa no nosso meio é a hipertensão arterial e a aterosclerose, que é o acúmulo de colesterol na artéria”, explicou o especialista. Ele destacou que fatores como tabagismo, diabetes e colesterol elevado também aumentam o risco de desenvolver a doença.
Segundo o Dr. Cláudio Rocha, a gravidade do aneurisma da aorta aumenta com a idade, devido à perda da chamada “reserva biológica”.
“Assim como nossa pele envelhece, nossos órgãos também envelhecem. Aos 74 anos, por exemplo, uma pessoa já tem um rim e um pulmão que podem não funcionar tão bem, tornando qualquer cirurgia ainda mais arriscada”, ressaltou.
O cardiologista explicou que a dissecção da aorta ocorre quando uma das três camadas da artéria se rasga, permitindo que o sangue penetre entre as camadas.
“Isso pode obstruir outras artérias e, em alguns casos, levar ao rompimento completo da aorta, o que é fatal na maioria das vezes”, disse.
A cirurgia para correção do aneurisma é considerada de alto risco, com taxa de mortalidade que pode ultrapassar os 70%.
“É um procedimento muito complexo e demorado. Muitos pacientes sequer conseguem chegar ao hospital a tempo. A prevenção é essencial, com o controle rigoroso da pressão arterial, colesterol e diabetes, além da suspensão do tabagismo”, alertou Dr. Cláudio Rocha.
A morte de Wanda Chase comoveu colegas de profissão e admiradores de seu trabalho no jornalismo baiano.