Política

Alcolumbre mantém votação de quebra de sigilo de Lulinha por CPMI do INSS

Parlamentares recorreram ao presidente do Senado após CPMI aprovar quebra de sigilo em votação simbólica, quando contagem de votos acontece de forma visual

03/03/2026 18h14
Alcolumbre mantém votação de quebra de sigilo de Lulinha por CPMI do INSS
Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), manteve a votação da quebra do sigilo bancário de Fábio Luis da Silva, conhecido como Lulinha. A decisão foi tomada nesta terça-feira (3).

Votação na CPMI
Os parlamentares recorreram ao presidente do Senado após a CPMI aprovar a quebra de sigilo do filho do presidente Lula em votação simbólica, quando a contagem de votos acontece de forma visual, alegando que tinham maioria no colegiado. Alcolumbre já havia dito que estava decidindo sobre a votação. Quando questionado sobre o assunto, ele afirmou que iria ouvir a defesa. “Estou querendo decidir. Vou ouvir a advocacia.” 

Lulinha 
O filho do presidente Lula entrou na mira de parlamentares da oposição após a Polícia Federal (PF) apreender trocas de mensagens entre Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS, e uma empresária com possíveis menções a ele. Essa empresária, Roberta Luchsinger, é amiga de Lulinha e teria recebido pagamentos de Antônio para atuar junto a órgãos de saúde na venda de produtos de cannabis medicinal. Roberta foi alvo de operação da PF. Ela nega irregularidades em sua relação com o Careca.

Segundo o relator do caso, deputado Alfredo Gaspar, a medida se fez necessária pela suspeita de que o filho do presidente tenha atuado como “sócio oculto” de Antônio Camilo.

Presidente da CPMI pede relatório
Em fevereiro, o presidente da CPMI, Carlos Viana (Podemos-MG), deu um prazo de cinco dias para que o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) envie o relatório de inteligência financeira de Lulinha contendo informações de 1º de janeiro de 2022 a 31 de janeiro de 2026. 

Segundo Viana, o procedimento foi solicitado por parlamentares do governo. “O governo veio à CPMI hoje com a decisão de bloquear toda a pauta e, por requerimento, solicitar uma votação em bloco. Contei duas vezes sete votos contrários, portanto a pauta de hoje está aprovada na integralidade”, declarou.

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