Cicatrização feminina: Especialista explica por que algumas feridas demoram mais para fechar
Para as mulheres que enfrentam dificuldades na cicatrização, Áquilla Chahinne reforça a importância de procurar ajuda especializada.
A importância do tratamento especializado no processo de cicatrização foi destacada pela estomaterapeuta e feridóloga Áquilla Chahinne, em entrevista ao programa Jornal do Meio Dia. Durante a conversa, a especialista relatou um caso marcante de uma paciente que sofria há oito anos com uma úlcera crônica e que, em apenas oito semanas, conseguiu sua recuperação através do acompanhamento na clínica Doutor Curativos.
“Fiquei muito grata em ver como é importante a divulgação e a informação em saúde. Muitas pessoas não buscam tratamento por não saberem que existe uma solução. Essa paciente conseguiu entender a importância de buscar um tratamento especializado e hoje recebeu sua alta”, celebrou a especialista.
Segundo Áquilla, algumas feridas são mais frequentes entre mulheres, especialmente no período pós-parto.
“A cesariana, por exemplo, corresponde a mais de 40% dos partos na rede do SUS. Já na rede privada, esse percentual chega a 80%. A fissura mamária, que ocorre na amamentação, também é um grande problema, assim como a laceração vaginal no momento do parto”, explicou.
A especialista alertou que, em muitos casos, informações populares podem agravar a situação das mulheres.
“Elas estão cercadas de conselhos de familiares e conhecidos, mas nem sempre essas orientações ajudam. Pelo contrário, podem atrapalhar a recuperação”, pontuou.
Quando procurar um especialista?
A estomaterapeuta orienta que sinais como demora na cicatrização, dor, vermelhidão, inchaço e saída de líquido devem ser motivos para procurar um profissional de saúde.
“Muitas vezes, a mulher busca chás e ervas indicadas por conhecidos, mas isso pode piorar o quadro. O momento de procurar um especialista é quando aparecem esses sintomas”, alertou.
Para as mulheres que passaram por mastectomia, os cuidados devem ser redobrados. “Esse pós-operatório exige muita atenção. É essencial manter os pontos secos, evitar o uso de algodão — que pode soltar fiapos e causar inflamação — e seguir todas as orientações médicas”, ressaltou.
A escolha do curativo também desempenha um papel fundamental na cicatrização. “O curativo pode prejudicar ou acelerar a recuperação. Muitas pomadas conhecidas podem até ser boas, mas se forem aplicadas no momento errado, podem impedir a cicatrização”, destacou Áquilla.
A tecnologia tem avançado nessa área, e hoje existem mais de 3.000 tipos de curativos no mercado.
“Temos curativos que interagem com a lesão, absorvem líquidos e podem permanecer até sete dias na pele. Outra inovação é a terapia por pressão negativa, que acelera a cicatrização utilizando vácuo. A laserterapia também é uma ferramenta que estimula as células e favorece a recuperação”, detalhou.
Para as mulheres que enfrentam dificuldades na cicatrização, Áquilla reforça a importância de procurar ajuda especializada.
“Hoje temos recursos que podem otimizar o tempo de cicatrização. Sabemos que as mulheres são ativas, trabalham, são mães, e não podem ficar meses ou anos sofrendo com ferimentos quando já existem soluções disponíveis”, concluiu.
A Doutor Curativos, clínica especializada no tratamento de feridas, está localizada no edifício Ícone, na avenida Getúlio Vargas, sala 1107. O contato para agendamentos é (75) 99300-9473.