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Correspondente feirense relata momento crítico da guerra no Oriente Médio e alerta para risco de confrontos no mar em águas internacionais

Submarino dos EUA afunda navio de guerra iraniano e conflito entra em fase naval mais ampla

04/03/2026 19h38
Correspondente feirense relata momento crítico da guerra no Oriente Médio e alerta para risco de confrontos no mar em águas internacionais
Foto: Reprodução/Centcom/X

A guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã entrou em um momento considerado crítico após uma ação militar no mar que pode ampliar ainda mais o conflito.

Em participação no programa De Olho na Cidade, a correspondente especial Brenda Vitória, direto dos Estados Unidos, detalhou o ataque que marcou um novo capítulo na guerra: um submarino norte-americano afundou uma fragata iraniana no Oceano Índico, próximo à costa do Sri Lanka.

“O conflito ganhou um novo capítulo porque aconteceu no mar. Um submarino americano localizou e neutralizou essa fragata iraniana com um único torpedo”, relatou Brenda.

Segundo informações divulgadas pelo secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, a operação ocorreu durante a noite e seguiu as regras de engajamento militar.

“Ele disse que foi uma ação precisa, decisiva e totalmente dentro das regras da guerra. O torpedo atingiu a parte inferior do casco, que é a mais vulnerável, provocando uma explosão que comprometeu totalmente a estrutura da embarcação”, explicou a correspondente.

Imagens do ataque foram divulgadas oficialmente, mostrando o momento da explosão. Especialistas ouvidos pela imprensa americana destacam que esse tipo de operação envolve monitoramento prévio, rastreamento discreto e posicionamento estratégico do submarino antes do disparo — o que indica planejamento e inteligência militar sofisticada em águas internacionais.

De acordo com Brenda Vitória, a embarcação iraniana não era simbólica, mas uma das mais relevantes da frota naval do Irã.

“Era um navio muito moderno da Marinha iraniana, equipado com mísseis, sistema de defesa antiaérea, canhões e capacidade para operar helicóptero. Não era uma embarcação qualquer.”

Segundo informações preliminares, o navio retornava de atividades navais na região do Oceano Índico quando foi interceptado.

Equipes de resgate do Sri Lanka foram acionadas após o sinal de emergência. Até o momento, 32 tripulantes foram resgatados com vida e levados a hospitais, enquanto 87 corpos já teriam sido recuperados.

“O número de mortos pelo lado do Irã só aumenta nesse momento”, destacou Brenda.

Apesar da dificuldade de confirmação oficial dos números completos, a correspondente informou que o total de vítimas já ultrapassa a marca de mil mortos nos últimos dias, considerando diferentes frentes do conflito.

“É muito complicado colocar um número exato, já que o Irã não está disponibilizando dados em tempo real e os Estados Unidos também não divulgam o quadro completo. Sabemos apenas que do lado israelense foram confirmadas seis mortes militares até o momento.”

A imprensa norte-americana avalia que o ataque naval pode levar a uma escalada ainda maior.

“Os especialistas daqui estão alertando que o conflito pode entrar em uma fase mais ampla e mais intensa. Agora há uma guerra naval aberta em águas internacionais, distante de onde a guerra começou.”

Analistas militares apontam que o Irã pode reagir tentando atingir embarcações americanas ou de países aliados, especialmente na região do Golfo Pérsico e no Oceano Índico, o que aumentaria o risco de confrontos diretos no mar, algo que não ocorria com tanta intensidade há décadas.

O presidente Donald Trump já sinalizou a intenção de ampliar patrulhas navais para garantir a segurança das rotas de petróleo.

“Ele quer garantir que o petróleo chegue ao mercado e proteger as rotas comerciais. Isso significa uma presença militar mais prolongada, com navios de guerra e submarinos atuando continuamente”, concluiu Brenda Vitória.

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