Duplicação da Artêmia e novos radares marcam plano da SMT para reorganizar o trânsito
Superintendente detalha ações da SMT, anuncia ampliação de radares e explica projeto para minimizar impactos da duplicação da Avenida Artêmia Pires

O superintendente municipal de Trânsito de Feira de Santana, Ricardo Cunha, destacou os principais desafios e as ações implementadas pela Superintendência Municipal de Trânsito (SMT) para melhorar a mobilidade urbana na cidade. Segundo ele, ao assumir o cargo em 2025, encontrou a pasta com sérios problemas estruturais, mas garante que avanços significativos já foram alcançados.
“O maior desafio, na verdade, foi a falta de estrutura encontrada na SMT. Quando assumi, faltavam vários contratos. Pasmem, mas não tínhamos viaturas, nem fardamento, nem empresa de sinalização apta a trabalhar”, afirmou em entrevista ao De Olho na Cidade.

De acordo com Ricardo, a Prefeitura atuou de forma integrada para reestruturar o setor. “A Prefeitura se uniu como se fosse um corpo só e conseguimos resolver esse problema. Hoje já temos licitação e muito foi feito em 2025”, destacou.
Entre as ações executadas, ele chama atenção para a retomada da sinalização horizontal. “Nós já pintamos 200 faixas de pedestre na cidade. Vínhamos de seis anos sem nenhum tipo de pintura”, ressaltou.
Ainda segundo o superintendente, somente em 2025 foram registradas 441 ações diretas da engenharia de trânsito.
“Já modificamos vários sentidos de via em Feira de Santana e executamos pelo menos 12 projetos que estavam parados. Para 2026, a meta é planejar pelo menos 30 novos projetos com mudanças significativas na vida das pessoas.”
Apesar das melhorias estruturais, Ricardo apontou que um dos principais entraves para a mobilidade é o comportamento de parte dos condutores.
“O maior problema aliado à falta de estrutura é a mudança de comportamento. Existe um tipo de comportamento, por parte de uma minoria, que não tem explicação. Mas essa minoria causa um reflexo grande na mobilidade da cidade”, afirmou.
Duplicação da Artêmia Pires
Um dos temas mais aguardados pela população é a duplicação da Avenida Artêmia Pires. O superintendente explicou que a obra é uma promessa de campanha do prefeito e deve começar nos próximos meses, mas ressaltou que os impactos serão minimizados.
“O prefeito pediu que apresentássemos um projeto para que as pessoas que residem na região não fossem impactadas de forma severa. Ele já anunciou que só iniciará a obra quando as vias alternativas estiverem prontas”, explicou.
Sobre prazo de entrega, Ricardo ponderou que, no serviço público, é difícil estabelecer datas antes da conclusão dos processos licitatórios.
“Qualquer gestor que chegue e dê uma data sem que haja licitação válida e concluída estaria sendo irresponsável”, frisou.
Ampliação da fiscalização eletrônica
Outro ponto abordado foi a implantação de novos radares. Segundo o superintendente, Feira de Santana está defasada em relação a outras cidades do mesmo porte.
“Feira de Santana já ultrapassa 380 mil veículos registrados. Se somarmos os veículos que circulam diariamente, podemos afirmar que há praticamente um veículo para cada pessoa na cidade. Devemos ter mais de 600 mil veículos circulando”, explicou.
Apesar disso, a cidade conta com apenas 76 faixas com controle eletrônico e menos de 20 pontos efetivos de fiscalização eletrônica.
“Cidades com perfil semelhante têm mais de 350 faixas com controle. Queremos ampliar isso porque entendemos que a fiscalização eletrônica desestimula infrações e reduz sinistros”, afirmou.
Ricardo ressaltou, porém, que a intenção não é ampliar autuações. “A autuação é a última razão. Não queremos autuar. Prova disso é o que fizemos em frente a Senhor dos Passos, onde criamos três pontos de embarque e desembarque. Reduzimos em quase 80% as infrações por fila dupla naquele local”, destacou.
Segundo ele, até o final de abril, a meta é implantar 30 pontos de embarque e desembarque em diferentes áreas da cidade, incluindo em frente à Prefeitura e à Câmara de Vereadores.
Sinalização e críticas da população
Questionado por ouvintes sobre falhas na sinalização e ausência de pintura em quebra-molas, Ricardo Cunha afirmou que o trabalho já está em andamento.
“Nós já fizemos centenas de faixas e linhas de divisão de fluxo. A cidade passou muito tempo sem sinalização adequada, mas estamos avançando e acredito que até o meio do ano toda a infraestrutura necessária já estará contemplada”, concluiu.







