Vestida de Mãe Natureza, paraense leva apelo por consciência ambiental na COP30
Para Nazaré, a COP30 permitiu que lideranças mundiais e delegações internacionais vissem de perto os desafios e a riqueza da Amazônia.

Vestida como “Mãe Natureza”, a paraense Nazaré Oliveira, integrante da Brahma Kumaris, chamou atenção no último dia da COP30, em Belém, levando uma mensagem de responsabilidade ambiental e esperança. Moradora da capital paraense, ela acompanhou de perto o maior evento climático do planeta e avaliou a experiência como histórica para o povo amazônida.
O figurino usado por Nazaré, que se tornou um símbolo marcante entre os participantes, foi criado para o evento pela coordenadora da Brahma Kumaris em Salvador, Goreth Dunningham.
Para Nazaré, a COP30 permitiu que lideranças mundiais e delegações internacionais vissem de perto os desafios e a riqueza da Amazônia.
“A experiência pra todos nós, povos da Amazônia, tem sido muito boa porque o mundo pôde ver a nossa realidade. Acredito que, a partir de agora, há uma nova consciência, porque os que vieram aqui viram o que realmente vivemos.”
Ela afirma que a presença global em Belém gera expectativas positivas.
“Agradecemos o que tem acontecido aqui e acredito que coisas muito boas virão.”
Questionada se acredita em impactos reais pós-COP30, Nazaré reforça que a transformação começa no comportamento individual.
“Eu acredito na mudança de consciência da população do Brasil e do mundo. Enquanto nós não percebermos que depende de cada um tomar consciência da obrigação e da responsabilidade com o planeta Terra, nada muda.”
Segundo ela, o legado mais importante é a compreensão de que atitudes individuais geram impactos coletivos.
“Quando eu tomo consciência pra mim, automaticamente eu cuido de mim e cuido dos outros. Aquilo que eu penso, faço e sinto impacta o mundo.”
Durante o evento, Nazaré circulou entre ministros, governadores, prefeitos e representantes de diversos países. Ela afirma que sua presença como “Mãe Natureza” carregava uma missão.
“A mensagem que deixei foi essa: que cada um tome consciência da responsabilidade para com o planeta. Esse é o verdadeiro legado.”
Para ela, o balanço final da conferência é positivo: “Eu estou satisfeita, como ser humano e como Mãe Natureza. Dias melhores virão.”
Sobre a ausência de um compromisso mais firme em relação aos combustíveis fósseis no texto final da COP, Nazaré acredita que o avanço ocorrerá.
“A longo prazo isso vai ser mudado. Não será agora, mas estamos lutando por isso e não vai demorar muito para que todos tomem consciência.”
*Com informações de Jorge Biancchi, direto da COP 30 em Belém







