Ministro defende integração de políticas na COP30 e atenção às mulheres negras nas ações climáticas
Durante participação na COP30, o ministro Wellington Dias avaliou positivamente os resultados alcançados pelo Brasil e pela comunidade internacional. Segundo ele, a conferência realizada em Belém superou expectativas e consolidou decisões inéditas. “A COP é uma das mais bem organizadas e participativas, com cerca de 60 mil pessoas e delegações de 155 países. Pela primeira […]

Durante participação na COP30, o ministro Wellington Dias avaliou positivamente os resultados alcançados pelo Brasil e pela comunidade internacional. Segundo ele, a conferência realizada em Belém superou expectativas e consolidou decisões inéditas.
“A COP é uma das mais bem organizadas e participativas, com cerca de 60 mil pessoas e delegações de 155 países. Pela primeira vez, a juventude teve direito à voz e isso marcou esta edição”, destacou.
Entre os principais avanços, o ministro ressaltou a aprovação do fundo de pagamento por floresta em pé, cujo montante já se aproxima de R$ 35 bilhões, após o recente aporte anunciado pela Alemanha.
“É a primeira vez que conseguimos aprovar o pagamento por manter a floresta viva. Os mais vulneráveis, indígenas, agricultores familiares serão prioridade nesse apoio”, afirmou.
Ele também mencionou a integração inédita entre programas ambientais, sociais e econômicos, algo que considera essencial.
“Não é possível ter política social separada da econômica. Defendo isso há muitos anos e isso foi aprovado agora. É um avanço enorme para o mundo”.
Durante sua visita, o ministro conheceu uma área no Pará onde uma antiga plantação de dendê deu lugar a uma floresta produtiva com espécies como açaí, castanha, cacau e cupuaçu, um exemplo concreto da união entre preservação ambiental, geração de renda e combate à pobreza.
“Eu visitei uma área com 414 famílias que saíram da pobreza por meio da produção sustentável. A floresta voltou, a renda chegou e até as nascentes reapareceram. É esse o caminho que sai da COP30 como prioridade”.
Impactos das mudanças climáticas nas mulheres negras e ações do governo
Questionado sobre os impactos das mudanças climáticas na vida das mulheres negras, grupo apontado por estudos como o mais afetado em situações de crise ambientais, o ministro Wellington afirmou que o governo já vem adotando medidas direcionadas.
“As mulheres e as mulheres negras são as mais vulneráveis, mas também são as que mais estão recebendo os programas de apoio”, garantiu.
Wellington explicou que o governo trabalha com um cadastro moderno, que permite identificar com precisão as vulnerabilidades de cada pessoa, incluindo população de rua, quilombolas, imigrantes, indígenas e famílias de baixa renda.
“O Brasil trabalha com ciência. Não adianta chegar com uma política pronta, porque não funciona. A realidade de quem vive na Bahia é diferente da Amazônia, de São Paulo ou do Mato Grosso do Sul. E as ações precisam respeitar isso”.
Entre as iniciativas destacadas pelo ministro, estão:
- Programas de qualificação profissional;
- Incentivo ao empreendedorismo feminino, que já alcança 11 milhões de pequenos negócios;
- Geração de empregos, com 4,7 milhões de novas vagas desde 2023;
- Fortalecimento do Bolsa Família e BPC, com maior atenção ao público feminino.
“Oito em cada dez pessoas do Bolsa Família que conseguiram emprego são mulheres. Esse é o caminho: apoiar quem mais precisa e garantir autonomia”.
No Dia da Consciência Negra, o ministro reforçou que há conquistas a celebrar, mas que ainda existem desafios a enfrentar.
“A gente pode comemorar, mas também precisa reconhecer que há muitos passos a dar. Ainda tem muita gente precisando”.
*Com informações de Jorge Biancchi, direto da COP 30 em Belém






