Polícia

Operação mira organização especializada em lavagem de capitais e extorsão em Feira de Santana; Deputado é um dos alvos

Estão sendo cumpridos 10 mandados de prisão preventiva e 18 mandados de busca e apreensão, em Feira de Santana e em Salvador/BA, além do bloqueio de R$ 9 milhões de contas bancárias.

01/10/2025 07h10
Operação mira organização especializada em lavagem de capitais e extorsão em Feira de Santana; Deputado é um dos alvos
Foto: Jeferson Silva/ Ascom SSP

A Polícia Federal, a Receita Federal, o Ministério Público do Estado da Bahia/GAECO e a Força Correcional Especial Integrada – FORCE/COGER/SSP/BA deflagraram, nesta quarta-feira, (1º), a operação Estado Anômico, cujo objetivo é desarticular uma estruturada e sofisticada organização criminosa especializada na lavagem de capitais, extorsão, receptação qualificada, entre outras infrações penais, atuante em Feira de Santana/BA e cidades circunvizinhas.

Estão sendo cumpridos 10 mandados de prisão preventiva e 18 mandados de busca e apreensão, em Feira de Santana e em Salvador/BA, além do bloqueio de R$ 9 milhões das contas bancárias dos investigados e a suspensão de atividades econômicas de uma empresa, em cumprimento à decisão expedida pelo Juízo da 1ª Vara Criminal de Feira de Santana/BA.

Segundo a SSP, entre os alvos da operação está o deputado estadual Kléber Cristian Escolano de Almeida, o Binho Galinha.

As investigações apontam para a prática reiterada de múltiplas infrações penais graves, com foco na ocultação de dissimulação de bens e valores. Participam da operação 100 Policiais, 11 Auditores-Fiscais e três Analistas Tributários da Receita Federal.

A operação recebeu o nome “Estado Anômico” devido ao fato de que essa expressão se refere a uma condição social marcada pela ausência ou enfraquecimento das normas, regras e valores que regulam o comportamento de uma sociedade, resultando em um sentimento de desorientação, desorganização e incerteza entre os indivíduos.

A investigação continuará para apuração de eventuais outros envolvidos e fatos conexos. Se condenados pelos crimes cometidos, os investigados se sujeitarão a penas máximas que, somadas, podem ultrapassar 50 anos de reclusão.

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