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08/02/2019 - 08:27

Velejador feirense é solto após um ano e meio em prisão de Cabo Verde

Ainda não há informação de quando eles poderão voltar ao Brasil
Mundo
Velejador feirense é solto após um ano e meio em prisão de Cabo Verde
Os velejadores Rodrigo Dantas, 26 anos, Daniel Guerra e Daniel Dantas, ambos de idade não informada, presos por tráfico de drogas em Cabo Verde desde em 2017, foram libertados da Penitenciária de São Vicente. Eles responderão o processo em liberdade. 
 
A decisão é do juiz Antero Tavares que, nesta quinta-feira (7), emitiu a liberação de soltura dos velejadores baianos. O documento, no entanto, não equivale à absolvição de Daniel Guerra, Daniel Dantas e Rodrigo, que estavam a bordo de um barco que transportava drogas. 
 
Em contato com o CORREIO, o tio de Rodrigo, Alex Coelho, afirmou, no entanto, que ainda não sabe quando e se o sobrinho e os amigos poderão retornar ao Brasil.
 
À reportagem, Alex disse que os familiares dos três velejadores aguardam alguns trâmites judiciais no país africano. Rodrigo e Daniel, que são amigos, são de Lauro de Freitas, na Região Metropolitana de Salvador. Já Daniel Guerra é natural do Rio Grande do Sul.
 
Os brasileiros alegam inocência e garantem que não sabiam que o barco tinha droga escondida. Afirmam ainda que transportavam a embarcação na modalidade de serviço delivery.  Em nota, familiares dos rapazes afirmam que as substâncias ilícitas foram encontradas em "local de impossível acesso por parte dos velejadores". 
 
Em julho de 2018, quatro parentes de Rodrigo e Daniel Dantas foram detidos pela polícia local. Alex Coelho afirmou que, na época, os familiares estavam indo dar uma entrevista na Ilha de Sal, também em Cabo Verde, no momento em que foram abordados por duas viaturas.
 
“Todos estavam vestidos com camisas que tinham a bandeira do Brasil e pediam a liberdade dos meninos. Minha irmã foi obrigada a entrar em uma viatura com quatro homens. Só na delegacia, eles conseguiram explicar que não iriam protestar”, informou Alex ao CORREIO, à época.
 
Um suposto dono das drogas foi preso em junho do ano passado, o que não garantiu a liberdade dos baianos.

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