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08/11/2018 - 12:38

Reajuste do Judiciário é preocupação para Bolsonaro, afirma General Heleno

Brasil
Reajuste do Judiciário é preocupação para Bolsonaro, afirma General Heleno
Foto: Adriano Machado / Reuters
Indicado ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) pelo presidente eleito Jair Bolsonaro, o general Augusto Heleno disse que o reajuste dos salários do Judiciário, aprovado na quarta-feira pelo Senado, não é uma derrota, mas uma preocupação para o futuro governo.  Ontem, antes da votação, Bolsonaro havia dito ser contrário ao reajuste.
 
- Não é derrota, é preocupação. Tenho certeza que ele (Bolsonaro) não considera derrota. É uma preocupação, até pelos gastos anunciados, mas isso tem que ser muito bem estudado. Tem que avaliar o doutor Paulo Guedes, qual o impacto - afirmou Heleno em referência ao impacto de R$ 4 bilhões que o aumento deve ter para a União e os estados, já que os rendimentos dos ministros servem como teto para o funcionalismo público .
 
O general concordou com a ideia de que há a necessidade de um equilíbrio entre as Forças Armadas para a definição do nome que comandará o ministério da Defesa, do qual ele seria titular antes de ser anunciado para o GSI. O vice-presidente eleito Hamilton Mourão afirmou na última quarta-feira que o nome deve vir da Marinha , mas Heleno disse que não está decidido de qual Força virá o nome e não descartou a possibilidade de ser mais um general do Exército a ocupar a pasta.
 
- A gente procura ter esse equilíbrio, não porque haja ciumeira entre as Forças, mas porque é necessário que haja uma diversidade de visões e de opiniões para as decisões que tem de ser tomadas pelo ministério. É desejável que haja um equilíbrio. Mas não tem obrigação (de ser de outra Força) - disse o general Heleno.
 
O novo responsável pelo GSI disse que o desejo de Bolsonaro para que ele assumisse a função o "enobrece" e o "envaidece", mas não quis avançar sobre suas atribuições por ainda estar no "vestiário" enquanto se prepara para o cargo. Ele também afirmou que não recebeu nenhuma informação nova sobre possíveis ameaças a Bolsonaro. Segundo ele, durante a campanha houve alertas para evitar agendas com local e horário marcado, mas que não existiu uma reiteração do pedido após a eleição. Para o general, os reforços na segurança são naturais pelo fato de Bolsonaro ser agora um presidente eleito.

FONTE: OGlobo

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