Programa De Olho na Cidade

15/04/2018 - 11:14

População ainda acredita que Lula é melhor opção

Jorge Biancchi

A primeira pesquisa após a prisão de Lula mostra que a maioria da população continua vendo no ex-presidente a melhor opção para as eleições. Segundo os dados, o petista lidera com 31% das intenções de voto, mais que o dobro de Jair Bolsonaro, do PSL, que tem 15%; Marina Silva (Rede) aparece com 10%; Joaquim Barbosa (PSB) com 8%; Geraldo Alckmin (PSDB) com 6%; e Ciro Gomes (PDT) com 5%.

Quando Lula sai do páreo e entra o plano B do PT (ora Fernando Hadad, ora Jaques Wagner), o cenário apresenta Marina Silva empatada tecnicamente com Jair Bolsonaro. Ela oscila entre 15 e 16% e Bolsonaro mantém-se com 17%. Isso mostra que, com Lula fora do páreo, Marina é quem melhor tira proveito dos votos que seriam obtidos pelo ex-presidente. Porém, isso poderá modificar-se porque no momento em que o PT começar a trabalhar o plano B e Lula começar a dizer quem é o seu candidato é claro que as pesquisas podem ser modificadas. Mas, no cenário atual, Marina é quem tira melhor proveito.

Não se pode deixar de mencionar que Joaquim Barbosa é um nome que pode surpreender. Mesmo sem dizer que é candidato, ele aparece com o percentual entre 8 a 10% das intenções de voto. São números expressivos para o ex-ministro do STF, que tira proveito do grande desgaste que enfrenta a classe política. O próprio PT já identificou que Barbosa pode ser uma ameaça às pretensões da sigla. Ele é um nome de credibilidade por conta do combate à corrução na era Mensalão e pelo descrédito que têm os políticos diante da população brasileira.

A eleição continua muito imprevisível. Tudo pode acontecer. Essa pesquisa retrata o momento atual, que poderá ser muito modificado com as decisões que vão ser tomadas. Joaquim Barbosa será ou não candidato? Ele ainda não confirmou. Quem será o substituto de Lula? O PT terá candidato próprio ou vai apoiar um candidato de outro partido? Todas essas decisões, certamente, vão mexer nas pesquisas. Nos próximos três meses, esse cenário estará mais claro para o eleitor. Essa será uma das eleições mais imprevisíveis dos últimos anos.

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