Programa De Olho na Cidade

15/04/2017 - 15:56

Atirou no que viu e acertou no que não viu

Jorge Biancchi

Estamos acompanhando de perto uma situação que tem atingido muitos usuários do Planserv de Feira de Santana e de outras cidades da Bahia. O Governo do Estado resolveu descredenciar o Hospital Bambino, único hospital pediátrico da rede particular em Feira de Santana.  

A decisão tem repercutido junto aos usuários do plano. Diversas categorias já se manifestaram a exemplo dos policiais militares e professores da rede estadual. Outros profissionais também foram afetados. A informação é de que mais de 30 mil pessoas deixarão de ser atendidas por ano. O atendimento foi direcionado para uma clínica da cidade, a Sobaby, que não tem atendido à demanda.

Algumas ações estão sendo tomadas. A OAB, através do advogado Magno Felzemburg, já acionou a Justiça para tentar resolver esse impasse, que tem trazido muitos prejuízos para os usuários do Plansev.

Em entrevista ao nosso site, o médico Eduardo Leite acusou o Governo do Estado de perseguição política. Um dos donos do hospital é médico e participou da greve no Hospital Estadual da Criança. Esse descredenciamento teria sido uma represália por causa da participação do médico na greve. Disso não temos certeza. O governo disse que a questão é técnica e não política. Mas, achamos muito estranho o fato do governo ter descredenciado o hospital logo após a greve. É muito estranho.

Outra questão é que o governo precisa encontrar uma alternativa. Não estamos defendendo o Hospital Bambino. A questão é que só temos esse hospital de grande porte para o atendimento pediátrico. Para tomar essa decisão o governo deveria ter buscado uma alternativa.

É algo lamentável. Tem trazido grandes transtornos aos usuários do Planserv. Estamos falando de crianças, que precisam ter prioridade absoluta e o Governo do Estado não pensou nisso. É necessário dar uma resposta imediata. Ouvi comentários de que o líder do governo na Assembleia Legislativa, Zé Neto, teria afirmado que a politização do problema atrapalha uma negociação e a solução para a questão.

Acho que a questão não está sendo política. Se há questão política, é uma política de saúde e o governo precisa resolver esse impasse. Estamos acompanhando e torcemos para que haja uma solução o quanto antes possível. Criança e idoso são prioridade e o governo não pode deixar tanta gente sem atendimento.

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