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Alagoinhas vai ganhar fábrica da Itaipava; 3 mil empregos serão gerados

04/07/2012 - 12:07

Ao todo, o grupo Petrópolis espera gerar cerca de 3 mil empregos diretos, sendo 500 na indústria e 2,5 mil nas redes de distribuição (serão 25 distribuidoras na Bahia até o ano que vem).

A marca não é muito consumida entre os baianos, mas o Grupo Petrópolis - detentor da Itaipava e da Crystal - pretende mudar essa realidade a partir de maio do ano que vem. É que foi assinado um protocolo de intenções com o governo do estado para a construção de uma fábrica do grupo em Alagoinhas, a 108 quilômetros de Salvador, com entrega prevista para daqui a 11 meses, caso a licença ambiental seja liberada.

Não por coincidência, a cidade abriga hoje a fábrica de sua maior concorrente, a Schincariol, controlada pelo grupo japonês Kirin. Atualmente as duas estão quase empatadas na vice-liderança do mercado nacional, com pouco mais de 10% cada.

No Nordeste, entretanto, a participação do grupo brasileiro é quase insignificante: 0,51%, ocupando o quarto lugar. Por enquanto, nenhuma das duas tem cacife para brigar com a líder Ambev (detentora da Skol e Brahma), que atende a quase 70% do mercado brasileiro e 64,5% do baiano.

E foi justamente para tirar a diferença que o grupo resolveu investir no Nordeste. A escolha da cidade baiana de 142 mil habitantes para a construção da fábrica não se deu por acaso. Alagoinhas possui um dos melhores lençóis freáticos do Brasil. “É um dos melhores não na quantidade quanto na qualidade da água. E se não tiver água não tem cerveja”, lembra o presidente da Petrópolis, Walter Faria.

“Analisamos diversas cidades e escolhemos a opção que certamente vai assegurar a qualidade 100% dos nossos produtos”, completa o diretor de mercado Douglas Costa. Segundo ele, a nova fábrica vai  produzir cerveja (Itaipava, Crystal e Lokal), água e refrigerante, para abastecer o mercado do Nordeste. No entanto, ela não vai reinar absoluta por muito tempo. “Estamos tendo conversas com Pernambuco”, conta.

A Schin, por sua vez, não está parada assistindo a concorrente ganhar terreno. A marca está lançando a Schin no Grau que, como a Brahma Fresh, foi desenvolvida exclusivamente para os estados do Nordeste, onde a companhia tem seus melhores percentuais de participação de mercado.

Empregos
Ao todo, o grupo Petrópolis espera gerar cerca de 3 mil empregos diretos, sendo 500 na indústria e 2,5 mil nas redes de distribuição (serão 25 distribuidoras na Bahia até o ano que vem). Para isso, o investimento estimado é de R$ 1,1 bilhão nos próximos cinco anos.

“É mais investimento chegando para nossa terra, um motivo de satisfação para nós”, comemorou o governador Jaques Wagner, após a assinatura do protocolo, quando prometeu intervir para acelerar a concessão da licença ambiental. “Vou falar com o secretário (do Meio Ambiente, Eugênio Spengler), para ver se pode separar a licença de terraplanagem, para a gente adiantar essa parte”.

A licença ambiental foi solicitada desde o dia 15 de junho e, segundo os executivos do grupo, se não for concedida até 15 de julho, pode atrasar o cronograma. Se nada atrasar, em maio a Petrópolis estará produzindo uma média de 300 milhões de litros por ano.

“Em menos de cinco anos esperamos dobrar essa produção”, diz o diretor Costa. Para atingir essa marca, a fábrica baiana terá dimensões consideráveis: 600 mil metros quadrados, a segunda maior das quatro do grupo, quase empatada com a de Boituba (SP).

O objetivo é ambicioso, se considerado que, juntas, as 13 fábricas da Schincariol no Brasil produzem 5,5 bilhões de litros por ano. A Schin não abre os números regionais, mas a fábrica baiana, implantada em 1997, produz cerveja (Nova Schin) e refrigerante.

Na AmBev, o número mais recente é de 2010, quando foram comercializados 733 milhões de litros de bebida no estado. A fábrica da AmBev foi implantada em 1969 (na época, Antarctica) e fica em Camaçari. são produzidas as cervejas Skol e Brahma, além dos refrigerantes Guaraná Antarctica e Pepsi Cola.

Completando o time das grandes fábricas do setor instaladas na Bahia, Feira de Santana abriga a unidade da Kaiser desde 1994, recentemente adquirida pela Heineken. A indústria produz as marcas Kaiser e Bavaria e tem capacidade para 240 milhões de litros/ano. Detém 3,95% do mercado baiano.

As informações são do Correio.

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